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Segunda, 01 May 2017 01:26

Rei Artur: dos campinhos de terra para os gramados da Europa

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300417-esporte-fazetaesportiva-cedidaA trajetória de um craque acriano que fez riqueza e fama jogando em alto nível nas principais ligas do futebol mundial. "Até hoje, o Baresi (zagueiro) está me procurando”, brinca o Rei.

Artur Oliveira, 47 anos, eternizado nos gramados por onde passou como “Rei Artur”. Casado, pai de três filhos. Ele concedeu entrevista ao Gazeta Esportiva. Relembrou os principais momentos de sua carreira meteórica como atleta profissional de futebol.

Começou garoto, jogando nos campinhos de terra da Baixada da Sobral e Castelo Branco. Logo chegou às categorias de base do Rio Branco Futebol Clube. Foi emprestado em meados de 1990 para o Independência, durante disputa do Campeonato Brasileiro da Série B.

Em um jogo contra o Paysandu, fez gols e foi escolhido “o melhor em campo”. Chegou a ser disputado pela dupla RE-PA, mas preferiu se transferir com 21 anos para o Clube do Remo.

No “Leão paraense”, ele jogou durante um ano. “Fui campeão estadual, artilheiro e ajudei a subir o Remo para a Série A do Campeonato Brasileiro”, conta o craque.

Em grande fase, Artur seria contratado pelo Boavista. Clube da primeira divisão do futebol português. Rápido, habilidoso e goleador, logo despertou o interesse do gigante Porto. E foi no clube português que Artur viveu o melhor momento de sua carreira.

Ele exibe com orgulho as fotos e os troféus que conquistou como campeão português e artilheiro. Foi considerado um dos principais goleadores do futebol europeu na década de 90, mas nunca foi lembrado numa convocação para vestir a camisa da Seleção Brasileira. Quando pergunto sobre o melhor jogo da sua vida, ele não tem dúvidas.

“Foi na minha estreia na Liga dos Campeões, em 1997, no estádio San Siro (Milão). Aquele jogo foi mágico e inesquecível para mim”, conta. “Jogamos contra o Milan de Baresi, Maldini e Roberto Baggio, todos da seleção italiana. Caras que eu só via pela televisão. Fiz um dos gols na vitória do Porto por 3 a 2. Até hoje, o Baresi (zagueiro) está me procurando”, diz, sorridente.

Retornou ao Brasil em 1999 (ainda jogando em alto nível) para defender o Vitória (BA). No Campeonato Brasileiro daquele ano, ajudou o clube baiano a chegar às semifinais, eliminando o Vasco (seu clube de coração) dentro de São Januário.

Em 2001, teve de realizar uma cirurgia para retirar a rótula bipartida que ficou solta dentro do joelho. Nesse período, estava jogando no Botafogo e, após o término do contrato, teve dificuldades para receber os valores milionários. Tanto que foi preciso ir à Justiça. “Mas eles [Botafogo] terminaram me pagando depois de um acordo. Deu pra fazer um churrasco”, disse, bem humorado.

O mais bem sucedido craque acriano encerrou a carreira profissional jogando pelo clube do Remo, em 2004, onde foi campeão paraense invicto. Em 2007, iniciou a carreira como treinador no Rio Branco Futebol Clube. Depois ainda viria a treinar as equipes do Ananindeua, Cametá e Remo.

Pergunto ao craque Artur por que outros acrianos não deram certo na Europa? (a exceção é Doca Madureira, que atualmente joga no futebol turco).

“A adaptação é complicada”, disse ele. “Você sair do seu país, deixar família e amigos não é fácil. É outro clima, outra cultura. Se não tiver uma boa base, dificilmente vai se adaptar”.

E, para encerrar, a transcrição de um momento da conversa em que o “espírito do Rei” fica exposto, com a simplicidade de quem fala o que pensa com verdade.

O futebol lhe deu fama, dinheiro e realizações. Até hoje você trabalha no meio como treinador do Plácido de Castro, também já foi comentarista esportivo. O que representa o futebol para você?

“O futebol é tudo na minha vida. Não tenho como ficar longe desse mundo”.

Senildo Melo é repórter e cronista esportivo. Assina a coluna Gazeta Esportiva (no site AGazeta.Net) e o Balanço Esportivo (no programa Balanço Geral/AC).

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