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Terça, 09 May 2017 15:15

Legado olímpico: um dia houve o compromisso

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090517-esporte-ministro-cedidaAlém das promessas, o que ficou de herança?

A realização de uma Olimpíada é um empreendimento gigantesco. Os recursos (a maior parte público) investidos para realizar o maior evento esportivo do planeta sempre ultrapassam qualquer estimativa prévia. Abrindo margem, inclusive, para denúncias de superfaturamentos de obras. Algumas até já comprovadas pelos órgãos fiscais.

Deste grande investimento, se espera um retorno proporcional em diversos e diferentes aspectos. Visibilidade do país no mundo todo, grande fluxo de turistas, melhora de infraestrutura urbana, aumento significativo de arrecadação, entre outros.

Do ponto de vista do esporte, existe sempre a expectativa do aproveitamento das grandes obras realizadas e o receio de algumas se tornarem, de certa forma, inúteis pela falta de identificação da população com algumas modalidades.

Quando falamos em estimular a prática do esporte, podemos entender de uma forma imediatista, esperando que exista uma repercussão transferida ao esporte de alto rendimento que resulte no crescimento do país como potência esportiva.

Porém, existe um legado muito mais importante que ficamos na expectativa de obter. Trata-se da esperança de que a grande visibilidade das competições resulte em um estímulo para a iniciação esportiva de uma nova geração.

Mas, para essa linha de pensamento se concretizar, seria preciso que os investimentos alcançassem ao menos todas as capitais do país. Em Rio Branco, por exemplo, quase um ano após a realização da Olimpíada, praticamente nada mudou.

O tão esperado Centro Olímpico, no bairro Aeroporto Velho, na Baixada da Sobral (região mais populosa de Rio Branco com cerca de 80 mil pessoas), propagado pelas autoridades como sendo o grande legado das Olimpíadas para o Acre, ainda está longe de ficar pronto.

O Centro de Iniciação ao Esporte (como é chamado) foi lançado em julho de 2016 pelo ex-ministro do Esporte do governo Dilma, George Hilton. A cerimônia contou com a presença do prefeito Marcus Alexandre e do governador Tião Viana.

Pelo menos 20 modalidades esportivas poderão ser praticadas no CEI, sendo 13 olímpicas, seis paralímpicas e uma não olímpica. As obras estão orçadas em R$ 5.338.791,93, sendo R$ 875.888,48 em recurso próprio e R$ 4.462.903,45 em convênio com o Ministério do Esporte.

A obra, que já deveria estar bem adiantada, sofreu atrasos. Enquanto isso, as crianças e adolescentes que moram na periferia e, que estão vulneráveis aos riscos da violência, aguarda a inauguração do equipamento para tentar tomar posse do chamado legado olímpico.

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