Quarta-Feira, 23 de Setembro de 2020
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26 August 2020 Written by 

Nicolau Júnior, presidente da Assembleia Legislativa do Acre, tem feito algumas costuras políticas no Vale do Juruá que podem tumultuar o cenário para o candidato do MDB, Fagner Sales, filho do ex-prefeito Vagner Sales

PCdoB

Entrevista do presidente do diretório estadual do PCdoB, Eduardo Farias, à TV Gazeta, deu indicativos do mapeamento de coligações do partido para as eleições de novembro. Na Capital, há possibilidades de que a composição com o PSB de Socorro Neri se concretize.

E com o PT?

Eleições municipais têm características muito próprias. É comum o partido coligar em um município e estar em palanques diferentes em outra cidade. Caso o PCdoB não se coligue com o PT na Capital, isso não quer dizer que houve rompimento entre os partidos.

Nicolau

Nicolau Júnior, presidente da Assembleia Legislativa do Acre, tem feito algumas costuras políticas no Vale do Juruá que podem tumultuar o cenário para o candidato do MDB, Fagner Sales, filho do ex-prefeito Vagner Sales. Estarão no mesmo grupo Petecão, o próprio Nicolau Júnior e o prefeito cassado pela Justiça Eleitoral, Ilderlei Cordeiro. A chapa Zequinha e Henrique tem chances reais.

Sem contar...

Existe uma cartada fatal que pode neutralizar a chapa de Fagner Sales. As articulações estão em andamento. A conferir as cenas dos próximos capítulos.

Dica

Claro que o apoio de Gladson Cameli continua sendo um fiel da balança. Em entrevista a uma rádio da Capital, o articulador político do Governo do Acre, Moisés Diniz, tentou indicar. “O governador Gladson Cameli não quer que o partido Progressista seja hegemônico. Há espaço para outros partidos. Se fosse para todas as cidades do Acre ficarem com o Progressista, então se fechariam os outros partidos e não é isso que se busca”, sugeriu.

Ou seja

Fica com as barbas de molho, Zequinha!

Daniel Zen

Deputado estadual Daniel Zen (PT) chamou de “mentiroso” o escriba Itaan Arruda. O que motivou a afirmação do parlamentar foi uma pergunta feita ao presidente do diretório estadual do PCdoB, Eduardo Farias, durante o programa Gazeta Entrevista.

Daniel Zen II

A pergunta tratava do legado da Frente Popular do Acre. Houve uma assertiva. E foi essa assertiva que incomodou o parlamentar. De fato, houve uma afirmação incorreta: a de que durante os governos da Frente Popular do Acre não houve diminuição da concentração de renda.

O tom...

Fato: de acordo com dados da PNUD e do Ipea, o Índice de Gini (usado para medir a concentração de renda) em 1991, no Acre, era de 0,60. Em 2000, era 0,61. E em 2010 era de 0,59. O Índice de Gini oscila de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, tanto mais concentrada a renda. Portanto, houve redução da concentração de renda, sim.

... do desespero

Só houve um equívoco por parte do deputado-candidato: o tom. Ao afirmar que uma pessoa é mentirosa, há o entendimento de que houve uma deliberação pela mentira. O que, definitivamente, não foi o caso. Se assim tivesse ocorrido, não haveria motivo para esta errata. Mas o episódio foi ilustrativo para se perceber o tom do desespero.

Salto

Talvez esteja nesse tom a explicação para algumas perdas que o PT foi acumulando ao longo dos anos. Uma liderança como Daniel Zen dizer que a renda no Acre diminuiu nos governos da Frente Popular é uma afirmação que pode ser uma verdade algébrica, mas relativizada do ponto de vista estatístico e do ponto de vista prático não aguenta um passeio de 20 segundos no Taquari. Ou será que estamos vivendo em uma Finlândia dos trópicos?

Ainda dados

Ainda sobre os dados da PNUD e do Ipea. Em 1991, 13,01% dos acrianos eram extremamente pobres (miseráveis); em 2000 10,59% e, em 2010, 4,85%. O percentual de pobres em 1991 era de 32,78%; em 2000, 27,27% e em 2010, 14,38%.

O texto e o contexto

Interessante é perceber que o contexto em que uma afirmação é feita pode ser mais ou menos valorizado de acordo com a conveniência. Mas a correção foi feita. Jornalisticamente, está feito o reparo (que será reforçado no espaço em que foi dito inicialmente).

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