Quinta-Feira, 04 de Março de 2021
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22 February 2021 Written by  Robertha Moura

Coluna Robertha Moura - Open banking já opera no Brasil. O que você precisa saber

 

Open banking já opera no Brasil. O que você precisa saber 

No início deste mês, iniciou-se a primeira fase do sistema Open Banking, que vem sendo implementado e executado pelo Banco Central. Com esta nova ferramenta, ocorrerá o compartilhamento de dados bancários agilizando e aprimorando a oferta de serviços financeiros.

O Open Banking permitirá aos clientes das fintechs, dos bancos tradicionais e outros tipos de instituições financeiras selecionarem quais dados podem ser levantados por essas organizações, o que inclui dados cadastrais e históricos de transações. Dessa forma, com esse tipo de informação, os clientes podem ir até bancos concorrentes e fomentar a competição por diferentes serviços, além de um crédito mais "barato" e de melhor qualidade.

Na verdade, o Open Banking estava programado para entrar em funcionamento em novembro do ano passado, porém, acabou sendo adiado para fevereiro de 2021 devido a alguns pedidos das instituições financeiras. O motivo alegado por elas na época era de que sua capacidade de realizar atualizações em suas ferramentas tecnológicas foram prejudicadas com a crise sanitária. Outro fator que contribuiu para o atraso, foi o aumento astronômico de transações eletrônicas, que incluem o pagamento do auxílio emergencial, o registro de recebíveis de cartões e o lançamento do PIX. O PIX vem facilitando inúmeras transações por conta da sua celeridade, e a tendência é que nos tornemos cada vez menos dependentes do dinheiro físico, optando por alternativas digitais, como as criptomoedas, que vêm sendo utilizadas até mesmo em casas de apostas que aceitam bitcoin como pagamento, assim como alguns artistas e comércios virtuais.

Com o adiamento no lançamento da nova ferramenta, o cronograma inicial do Open Banking também acabou passando por algumas alterações. Inicialmente ele seria dividido em quatro etapas que acabaram sendo adiadas para outras datas. A primeira etapa teve início em primeiro de fevereiro, a segunda teria início em 31 de maio, mas foi adiada para 15 de julho. A terceira não teve alterações, sendo mantida para o dia 30 de agosto, e a quarta fase acabou sendo transferida de 25 de outubro para 15 de dezembro. Sendo que somente nesta quarta fase as instituições financeiras poderão compartilhar informações entre si, podendo assim ofertar produtos mais adequados para cada cliente. Para deixar a nova ferramenta mais clara para o público, alguns especialistas esclareceram algumas questões.

O que dizem os especialistas

Segundo Leo Monte, diretor de inovação da Sinqia, fintech especializada em tecnologias financeiras, para entender Open Banking ou Sistema Financeiro Aberto, é simples, basta partir da premissa, que todas aquelas informações do cliente, de quando ele abre uma conta em determinada instituição financeira, não pertencem a essa empresa, e sim ao usuário. Sendo assim, caso o cliente dê seu aval, seus dados e suas movimentações financeiras serão compartilhadas entre as diversas organizações reguladas pelo Banco Central. Com isso, há um leque infinito de possibilidades que é aberto, variando desde serviços a novos modelos de negócios, que passarão a ser ofertados de acordo com as inovações de mercado. Já para Renato Terzi, CEO da GR1D, uma startup focada em desenvolver soluções tecnológicas para as áreas de Finanças e Seguros, o Open Banking deve exercer bastante influência em produtos que variam de acordo a precificação com informações, como financiamentos, créditos e seguros. Além de facilitar que uma maior quantidade de empresas (que podem ou não ser instituições financeiras) realizem transações monetárias de maneira mais simples com seus clientes.

Outra vantagem do novo sistema, de acordo com Leo Monte, é a possibilidade da redução de custos para os consumidores de alguns produtos financeiros, por conta da concorrência entre as instituições. Como várias companhias poderão ter acesso aos dados dos usuários, elas devem oferecer produtos mais adequados com o perfil de cada um, e até mesmo taxas mais atrativas. Já para Renato Terzi, como mais empresas terão acesso a informações que hoje somente as grandes instituições têm, haverá uma redução de risco de operações, com isso, um maior número de companhias deve passar a oferecer serviços financeiros, reduzindo os custos de alguns deles, como o crédito, garantias e seguros.

 


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Um beijo grande e até a próxima semana

 

 

 



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