O ex-governador Gladson Cameli (PP) afirmou, nesta quinta-feira (13), que continua pré-candidato ao Senado Federal, após o Ministério Público Eleitoral pedir o indeferimento do registro de candidatura dele ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Gladson disse que “não há novidade” sobre o registro da candidatura e afirmou que está buscando os direitos para disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Acre.
“Sobre o registro da minha candidatura, quero dizer para vocês que não tem novidade nenhuma. Eu continuo pré-candidato e por isso estou buscando os meus direitos para concorrer a uma das vagas ao Senado Federal”, declarou.
O ex-governador também relacionou o momento ao início do período oficial de campanha, marcado para o dia 16 de agosto, e disse que espera estar novamente junto dos apoiadores.
“A campanha só começa oficialmente no dia 16 e eu tenho certeza de que vamos estar mais uma vez juntos. Quem vai dizer se eu serei senador pelo nosso Estado ou não será Deus e o povo. E vamos em frente”, afirmou.
Pedido do MP Eleitoral
A Procuradoria Regional Eleitoral no Acre entrou com uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura contra Gladson. O pedido tem como base a condenação imposta ao ex-governador pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em maio deste ano.
Segundo informações publicadas por sites locais, o procurador regional eleitoral Vitor Hugo Caldeira Teodoro sustenta que Gladson se enquadra em causa de inelegibilidade prevista na Lei Complementar nº 64/1990, conhecida como Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado por órgão colegiado.
O pedido do MP Eleitoral não significa, por si só, que a candidatura já está indeferida. A análise caberá à Justiça Eleitoral, que deverá avaliar o registro e a manifestação da defesa. O caso está sob relatoria da juíza Lilian Deise Braga Paiva, no TRE-AC.
Condenação no STJ
Gladson foi condenado pela Corte Especial do STJ a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
Na mesma decisão, o STJ também determinou o pagamento de multa, indenização ao Estado do Acre no valor de R$ 11,7 milhões e a perda do cargo de governador. À época, Gladson já havia deixado o governo para disputar uma vaga no Senado.
Desde a condenação, a situação jurídica do ex-governador passou a ser um dos principais pontos de atenção da disputa eleitoral no Acre. A defesa ainda pode apresentar seus argumentos no processo de registro de candidatura.
Nas redes sociais, Gladson classificou como “ataques” e “fake news” as informações que, segundo ele, surgem com a proximidade da campanha.
“A campanha está prestes a começar e com ela vêm os ataques e as fake news. Sobre o registro da minha candidatura não tem novidades, continuo pré-candidato”, escreveu.



