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300 toras de madeira nobre estão abandonadas

Moradores da Floresta do Antimary fazem a denúncia

A reserva é explorada por meio de manejo florestal, técnica utilizada para retirar árvores de maior porte e deixar as menores intactas para garantir a continuidade da floresta.

Um homem que prefere não ter a identidade revela disse a reportagem de Agazeta.net que cerca de 300 toras de madeira nobre, entre elas samaúma, estão abandonas em um pátio ao ar livre há três anos.

“Eles (madeireiras) não deram conta de ‘puxar’ a madeira no verão e ficou aí. Isso aconteceu há uns três anos e nunca vieram buscar. Para mim, foi um crime”, relata.
Segundo o denunciante, este tipo de situação é comum dentro da reserva. Ele ainda argumenta que devido o tempo de exposição ao sol e a chuva, parte das toras deve estar estragada. Um prejuízo milionário.

“Fico indignado. Nós, moradores, não podemos tirar uma árvore das nossas propriedades. Se tirar, pagamos multas e podemos ser presos. Enquanto eles estragam e não acontece nada”, desabafa.

Procurado, o diretor de Desenvolvimento Florestal da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Florestal, Indústria, Comércio e Serviços Sustentáveis (Sedens), Marky Brito, rebateu as informações.

De acordo com Brito, a madeira está há um ano no pátio e enfatizou que este tipo de armazenamento ocorre com frequencia. Com a chegada do período chuvoso, os ramais não dão acesso a veículos maiores.

Além disso, a situação é comunicada ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Mark declarou que a Autorização para Exploração Florestal também expirou e, por isso, as toras continuam no mesmo lugar.

“A madeira não foi abandonada. Técnicos do Imac estão na reserva fazendo o levamento para emitir a licença novamente. Até o fim do mês elas devem ser retiradas”, pontuou.
Ao todo, são 2.800 metros cúbicos de madeira certificada. Questionado sobre uma possível perda, Marky Brito afirmou que “vai ter alguma perda, mas isso é normal.”

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