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Situação de queimadas do Acre já é considerada “crítica”

Rio Acre está com o mais baixo nível dos últimos 40 anos

Os órgãos ambientais se reuniram para anunciar que o Acre vive uma situação de crítica de queimadas. Em alguns municípios, é preciso fazer uma intervenção urgente para evitar que a situação fique descontrolada.

Do dia 1º de agosto à manhã dessa terça-feira dia 2, os satélites detectaram 3.714 focos de calor em todo o Estado. Os números começam a apontar a grave situação registrada no ano de 2010, quando foram quase 10 mil focos de calor e muita área verde foi destruída.

O que preocupa os órgãos, é que os primeiros 15 dias de setembro aumentam as queimadas. Os produtores aproveitam principalmente o feriado de sete de setembro.

Em Tarauacá, a situação é de emergência. Em 30 dias foram 607 queimadas; Feijó com 549; Sena Madureira com 495 e Manoel Urbano com 338 focos, também preocupa.

Os representantes dos órgãos ambientais estão pedindo mais consciência dos produtores. “Sabemos que a impressa tem um papel importante em levar informações para esses produtores: eles precisam saber dos riscos para eles e o meio ambiente”, disse o secretário de Estado de Meio Ambiente, Edegard de Deus.

O maior problema enfrentado pelos órgãos ambientais é o acesso às áreas queimadas. Os veículos de comunicação não vão chegar até esses produtores que queimam, e a única saída, é que as equipes estejam nos pontos de emergência.

As condições climáticas ajudam na propagação do fogo. Não existe previsão de chuvas para os próximos dias. O Rio Acre amanheceu com 2,19 metros. A média mais baixa dos últimos 40 anos.

O Corpo de Bombeiros já montou as brigadas nos municípios onde a corporação não tem quartel. Esses grupos devem ficar prontos para atuar em incêndios incontroláveis.

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