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Acadêmicos e servidores da Ufac debatem cortes às universidades

Estudantes programam paralisação geral no dia 15

Professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal do Acre se reuniram com a reitoria no anfiteatro da instituição, na manhã desta terça-feira (7), em uma plenária, para debater os impactos do corte de verba às federais, anunciado pelo governo, e para defender uma universidade pública.

A reitora, Guida Aquino, voltou a dizer que se esse fato for concretizado, a universidade não tem como continuar os trabalhos e deve parar a as atividades no segundo semestre do ano. “Eu não vou dar a estrutura para que os professores continuem dando aula, para que as pesquisas continuem, para que extensão continue, então, todo esse processo vai atingir no ensino, na pesquisa e na extensão.”

A Ufac possui cerca de 12 mil estudantes e 1500 profissionais. São 46 cursos de graduação e aproximadamente 20 de pós-graduação, mestrado e doutorado, que podem ser diretamente afetados pela medida. “Os cortes não são só nos serviços de manutenção da universidade, mesmo que não viesse um corte que atingisse o ensino, a pesquisa e a extensão, por falta de limpeza nos laboratórios, energia nos laboratórios, compromete o funcionamento da universidade” disse o presidente da Associação dos Docentes da Ufac, Sávio maia.

A reitora confirmou que já foram bloqueados 30% do orçamento da união no sistema, mas ainda sem explicações. Ela tem reunião com o Ministro da Educação no próximo dia 16, em Brasília. Na ocasião, vai verificar qual será o futuro da Ufac. “Esperamos sim, que nessa reunião, tenhamos uma boa noticia de um recuo do governo federal, que caso se não houver um recuo do governo federal, nós iremos sim, inviabilizar o inicio do segundo semestre de 2019,” concluiu Aquino.

O Diretório Central dos Estudantes prepara uma paralisação geral no próximo dia 15 de maio, a fim de se manifestar contra esses cortes. “Agora é o momento que a gente compartilha com a comunidade acadêmica pra que todos possam entender a gravidade do momento e possam se unir em defesa da instituição. A nossa preocupação é que para além desses cortes de manutenção, estão acontecendo cortes na permanência do estudante, estão também acontecendo cortes na permanência do estudante, nos programas de assistência estudantil”, disse o presidente do DCE, Richard Brilhante.

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