Acre corre risco de epidemia de dengue em 2022, diz relatório

Ministério da Saúde divulgou que o estado teve a maior incidência de casos no Brasil

Por Luanna Lins, para Agazeta.net

Dados divulgados no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostram que o Acre corre risco de ter uma epidemia de dengue em 2022. Segundo o relatório, até o início de outubro deste ano, o estado teve a maior incidência de dengue no Brasil, registrando um total de 13.714 casos notificados. No mesmo período, também foram registrados 196 casos de Zika Vírus e 230 casos de Chikungunya.

O chefe do Departamento de Vigilância da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Gabriel Mesquita, explica que muitos fatores contribuíram para o alto nível nos casos de dengue, entre eles, o período sazonal da doença e a pandemia do coronavírus. “Como estávamos no auge da pandemia, findou que as pessoas não tinham segurança, não permitiam que entrássemos nas casas para realizar o trabalho de prevenção, o que acarretou também nesse aumento dos casos”, esclareceu Mesquita.

Com a chegada do período chuvoso, conhecido como inverno amazônico, o perigo do aumento nos casos de dengue é uma realidade, pois os ovos do mosquito conseguem resistir a longos períodos de baixa umidade, podendo permanecer por até 450 dias no ambiente. Segundo a Vigilância em Saúde, a Sesacre emitiu um alerta para todos os municípios do estado, contendo orientações com relação à possibilidade da epidemia.

“Ainda estamos em um momento confortável, mas já alertamos os municípios para a atualização do plano de contingência e do plano de ação, além de buscarmos parceria com outras instituições que possam ajudar e o apoio da mídia para conscientizar a população sobre sua importância no combate ao vetor, e principalmente, a questão de realizarmos um mutirão de limpeza para tirar a maior parte de entulho possível dos terrenos”, disse o chefe do departamento.

Mesquita faz um apelo à população para que contribua com o combate ao mosquito Aedes Aegypt: “Tampar os tonéis e caixas d’água, manter calhas sempre limpas, não deixar resíduos que possam acumular água parada ao ar livre, limpar semanalmente pratos de vasos de plantas, limpar ralos e tampar lixeiras são alguns dos cuidados a serem tomados”, orientou ele.

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