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Acre decreta situação de emergência na ETA II, em Rio Branco

Mais de 250 mil pessoas podem ficar desabastecidas na capital

O governador do Acre, Gladson Cameli, decretou situação de emergência na estação de tratamento de água (ETA II), em Rio Branco, nesta segunda-feira (7). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado. O decreto entra em vigor na data de publicação.

Segundo o documento, a decisão leva em conta que nesse período que se estende até a primeira quinzena de outubro, são considerados os mais críticos no que diz respeito à escassez de chuvas na Amazônia Sul-ocidental.

O Relatório de Situação Emergencial, elaborado pelo Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa), informa acerca do processo erosivo na encosta do Rio Acre, bem como o movimento de massa na área da captação de água da ETA II, o que vem acarretando sérios problemas em todas as estruturas físicas, principalmente na lagoa de decantação, com a presença de fissuras, trincas, rachaduras, desabamento das passarelas de circulação, rompimento da estrutura do extravasor e sinais semelhantes na subestação de energia, gerando insegurança e comprometendo o seu regular funcionamento.

Cameli considera ainda que em meio à pandemia provocada pela covid-19, o comprometimento na captação, e consequentemente no tratamento e distribuição de água produzida pela ETA II, acarretará problemas sérios à saúde pública pela falta de água potável, bem como para 63% da população da capital acreana usuária do sistema, perfazendo um total, aproximadamente, de 250 mil pessoas.

Sob a ótica da Engenharia Civil, Ambiental, Geológica, Sanitária e Elétrica, a situação em que se encontra a estação de captação de água gera insegurança hídrica para a população de Rio Branco é considerada de vulnerabilidade.

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