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Acreanos que precisam de transplante aguardam doadores

Rotina hospitalar chega a 4 horas em três vezes na semana

Para quem precisa de um transplante de órgãos, a angústia é constante. No Brasil, a fila de pacientes na lista de espera está próxima das 35 mil pessoas, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos.

A empresária Mazé Sales passou por todo esse drama de incerteza. Há quase sete anos ela descobriu que estava com uma doença que causava inflamações nos rins, precisou entrar na fila de espera do estado para fazer transplante, mas ainda ficou um ano e quatro meses fazendo hemodiálise, procedimento em que uma máquina faz o papel do rim, filtrando e limpando o sangue.

“A rotina é bem complicada, você vai ao hospital três vezes na semana para fazer de três a quatro horas de hemodiálise. Além dos enjoos por causa dos remédios”, afirma Sales.

Mazé conseguiu o transplante há cinco anos e hoje leva uma vida quase normal. Quase porque têm que tomar cerca de 20 remédios por dia, alguns deles para que o corpo não rejeite o órgão transplantado, além disso, precisa de uma alimentação saudável.

Mas nem todas as pessoas possuem a mesma sorte. De acordo com o presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados do Acre, Vanderli Ferreira, há cerca de 340 pacientes na fila de espera e que fazem hemodiálise.

O presidente alega que há pouco apoio do poder público e a média de morte de pacientes no ano passado foi de três pessoas por mês. por isso, a associação auxilia as pessoas que tem dificuldades no tratamento.

“É uma luta grande, porque a nefrologia é uma área que precisa de uma atenção especial já que os medicamentos são caros e necessitamos de profissionais em diversos níveis da área de saúde”, destaca Vanderli Ferreira.

A pequena Marina Teixeira, 8 anos, também está na fila para um transplante. No caso dela, é de medula óssea. Há quatro anos luta contra a leucemia e, mesmo após o tratamento, vai precisar do transplante. A mãe da menina informou que um doador já foi encontrado, mas aguardam para fazer o procedimento.

“Hoje minha filha encontrou um doador, mas eu rezo para que esse doador não desista, porque corremos esse risco. Algumas pessoas se disponibilizam a doar a medula, mas quando são chamados para realizar a doação a pessoa acaba desistindo”, conclui Marineide Teixeira, mãe de Marina.

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