291116-cotidiano-marciobestene-pessoal

Acriano Márcio Bestene está entre as vítimas na Colômbia

Da Engenharia Elétrica à Medicina Esportiva

“O senhor vai ver, tio, um dia eu vou ser médico da Seleção Brasileira de Futebol”. Foi dessa forma que o tio de Márcio Bestene Koury, o articulador político José Bestene, se referiu ao sobrinho ao lembrar de sua trajetória como profissional da Medicina Esportiva.

Muito abalado, falou com a equipe da produção da TV Gazeta por telefone, mas não quis se pronunciar na televisão. “Estamos todos muito abalados com toda a situação”. A mãe de Márcio Bestene, Nabiha Bestene, está em tratamento de saúde em Goiânia e a irmã, Karen Bestene mora em Portugal. A família ainda não sabe ao certo quais providências serão tomadas na prática. A irmã de Márcio, Karen Bestene já foi informada e está vindo ao Brasil.

De engenheiro a médico_ Márcio Bestene tinha formação acadêmica em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Pará. Concluiu o curso ainda nos anos 90. Retornou ao Acre no início dos anos 2000 quando decidiu dar uma guinada.

Passou das Ciências Exatas para as Biológicas. Nessa decisão, começa uma longa trajetória, interrompida pela tragédia desta madrugada na Colômbia. Márcio Bestene resolve fazer Medicina na Ufac. Foi um dos pioneiros do curso na instituição.

Apaixonado por futebol, Márcio era um flamenguista incorrigível. Foi trabalhar no interior de Santa Catarina, na cidade de Chapecó. Comunicativo por natureza, compor a equipe do ainda tímido grupo do time da Chapecoense foi rápido.

Tinha uma meta: queria se dedicar à Medicina Esportiva e integrar o seleto grupo de médicos da Seleção Brasileira. A disputa da Copa Sulamericana era parte de um processo a ser vencido por Márcio. Não foi possível. Além dos amigos, choram a esposa e duas filhas.

{youtube}SxqdtQTYTac&feature=youtu.be{/youtube}

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*