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Alunos de escola estadual reivindicam melhorias

Alunos reclamam da falta de infraestrutura nas salas

Os estudantes da escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Carlos Vasconcelos fizeram um manifesto na tarde desta terça-feira, 23, contra as condições da infraestrutura física da escola. Entre as reivindicações, a principal era a colocação de ar-condicionados nas salas.

Os alunos estavam há dias organizando o fechamento da rua Boulevard Augusto Monteiro, Bairro Quinze, onde está situada a escola, mas tiveram que se contentar no manifesto apenas atrás dos portões. Em um único som os alunos amontoados no portão da escola gritavam “queremos melhorias”.

A aluna Bárbara Menezes, 14, estudante do 9º ano, disse que eles só querem ajuda das autoridades competentes. “Queremos ajuda! Tem salas que tem um ou dois ventiladores que não dão conta. Alunos já passaram mal aqui, até professores já passaram mal”.

A estudante denunciou ainda o problema de um esgoto no fundo do terreno da escola. “A fossa tá lá aberta, devido esse calor começa a feder, e muito”, disse. A professora Margareth Scheeren disse que apoiou a manifestação por ver a necessidade e reclamações de seus alunos.

“Eles mesmos sentiram necessidade de fazer algo e tiveram a iniciativa de reivindicar. Não tem como se obter um resultado positivo no ensino se eles não conseguem se concentrar de tanto calor. Ar condicionado na nossa região não é mais luxo, é necessidade”, pontuou a professora.

Maria Vitória Araújo Mendonça, 13, estuda no 8º ano. Ela disse que para que tenham uma educação de qualidade precisam de um ambiente adequado e apesar de terem reclamado nada foi feito.

“Falamos com a diretora mas ela disse que eles não podem fazer nada, porque este ano é ano de eleição, e ainda disseram que nós alunos resolvêssemos fazendo algo para arrecadar dinheiro”.

A diretoria informou que todas as salas têm quatro ventiladores. A informação é negada pelos alunos que mostravam, nas poucas salas abertas quando a equipe do site A GazetaNet foi ao local, quais salas possuíam ventiladores.

Durante o protesto

A diretora da escola, Lucia Saldanha, explicou o motivo para o fechamento do portão. Segundo ela, como os alunos estavam em horário de aula, a responsabilidade de qualquer coisa que viesse a acontecer com eles seria responsabilidade da direção. Além disso, a saída de alunos do local só poderia ser feita com liberação de um responsável.

A respeito das denúncias feitas, a diretora disse que a solicitação de ar-condicionados já foi encaminhada a Secretaria de Educação. Quanto ao esgoto é realizada a manutenção, mas sempre que há problema. Saldanha também argumenta que os alunos estão sendo usados “por interesses políticos que existem entre alguns professores”.

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