Ambulâncias do Samu se encontram paradas por falta de motoristas

Desde setembro não há contratações e os veículos seguem parados

Desde quando foi implantando no estado em 2004, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) tem como princípio o atendimento às vítimas de acidentes em situação de urgência ou emergência que possam levar a sequelas ou mesmo a morte, mas na prática, as viaturas estavam realizando atendimento para casos não graves. A solução encontrada foi disponibilizar ambulâncias específicas para ocorrências de natureza mais leve.

A situação teve início em setembro de 2021, quando o governo do estado entregou viaturas brancas aos municípios, para atendimento sem urgência. O acordo foi que cada município ficaria responsável pela contratação do condutor, mas até dezembro nada foi feito e muitos desses veículos ainda estão parados.

Ao todo, o governo do estado entregou, no dia 11 de setembro, 28 novas ambulâncias, sendo 10 vermelhas, para renovar a frota do SAMU e 18 brancas. Os municípios que pactuaram com o governo e assumiram a responsabilidade de contratar condutor para as ambulâncias brancas foram: Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro, Brasiléia, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul.

Segundo Pedro Pascoal, coordenador geral do SAMU/AC, “Estavam presente nessa reunião todos os secretários municipais de saúde e ficou firmado que os municípios se comprometeriam em fazer a contratação dos condutores, visto que o estado deu a ambulância, o bem durável, visto que o estado se comprometeu a dar manutenção, o abastecimento tanto de combustível como de insumos e ficou por conta dos municípios apenas a contração dos condutores. Já são 60 dias que as ambulâncias estão entregues, algumas até caíram de bateria porque não estão sendo usadas e não vejo manifestação. Quando procuro os prefeitos pra conversar a justificativa deles é que eles não têm conhecimento sobre o documento”.

O coordenador do SAMU ressalta que, além de comprometer as ambulâncias vermelhas, o serviço atendendo casos que não sejam de urgência ou emergência, está indo contra os princípios de criação e cometendo, inclusive, desvio de finalidade.

“O SAMU foi uma política pública implantada em 2004 de grande sucesso para atendimento de emergência daqueles que estão no prédio hospitalar, que ainda não foram atendidos na rua, em domicílio, em ambiente público. E quando eu tiro a viatura pra fazer um transporte, quando eu tiro a viatura pra transferir um paciente, eu fico com aquela região descoberta, então se houver uma emergência naquele município, aonde deveria estar feita a transferência da ambulância branca e eu tiro a ambulância vermelha”, afirmou Pascoal.

Com informações de Débora Ribeiro

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