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Apenas 20 dos 127 tanques do complexo foram atingidos

Aos poucos, rotina volta ao normal no empreendimento

Na entrada do Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia, uma máquina fez a drenagem para que a água escoe até o Rio Iquiry. Mas, com a abertura desse espaço, os caminhões ficaram impossibilitados de passar. Trabalhadores realizam o manuseio dos peixes entre um veículo e outro, até que o problema seja resolvido.

O complexo possui 125 tanques e pelo menos 20 deles, responsáveis pela reprodução dos peixes, foram atingidos.

A água também chegou ao frigorífico e a fábrica de ração. Os prejuízos ainda serão calculados, mas por enquanto, a rotina já mudou no local. “Hoje com os níveis da água baixando, nós começamos a retomar as atividades, fizemos alguns reparos pequenos, mas acho que o nível baixando um pouco mais a vida segue normal,” disse o gerente da produção de alevinos, Jacob de Almeida.

Os serviços foram 100% suspensos ontem (27). Com isso, apenas duas entregas sofreram atraso. “Uma carga de alevinos que iria sair ontem foi prorrogada para semana que vem. Já falamos com os clientes, sem maiores problemas. O frigorífico tinha uma carga embarcando ontem. Está sendo feita hoje, e deve sair até amanhã. Fora isso não teve maiores problemas quanto à entrega de mercadoria na Peixes da Amazônia”.

Mais prejuízos

Já para as cerca de 100 famílias atingidas, os prejuízos podem ser bem maiores. Algumas casas ainda estão submersas. Como a previsão é de mais chuvas para os próximos dias, a comunidade local teme que o nível volte a subir, causando mais transtornos.

“Ainda não conseguimos calcular (os prejuízos), porque fomos pegos de surpresa. Foi muito rápido, inesperado mesmo e a gente salvou o que deu na medida do possível. Agora é deixar as águas baixarem, pra ter noção do prejuízo”, lamentou o autônomo Edmar Teixeira.

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