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Apesar da lei, Prefeituras do Acre não têm saída para acabar lixões

Rio Branco é a única que está concluindo Plano de Resíduos Sólidos

Se a situação dos lixões preocupava as autoridades do meio ambiente, uma informação da Associação dos Municípios do Acre (AMAC) vai deixar a situação mais tensa ainda. Das 22 cidades do Acre, apenas Rio Branco tem um aterro controlado, nos outros municípios não existe, sequer, um projeto para a construção dos aterros que darão fim aos lixões.

Em 14 municípios com a ajuda da AMAC, os prefeitos estão fazendo estudos sobre o destino dos resíduos sólidos. Em Outros seis nem um esboço de estudos foi realizado.
A notícia chega bem no dia em que fotos mostram indígenas catando roupas e alimentos no lixão de Manoel Urbano. Há duas semanas, o Gazeta.Net tinha mostrado uma família morando nas montanhas de lixo em Plácido de castro.

A lei de resíduos sólidos, de 2010, deu um prazo de quatro anos para as prefeituras construírem aterros controlados. Os anos se passaram e apenas Rio Branco acabou com o lixão.

Para que todos os municípios do Acre pudessem contar com um aterro seriam necessários R$ 82 milhões. Um município pequeno como Jordão, seriam necessários R$ 4 milhões.

Segundo Marcus Frederick, diretor da AMAC, um projeto como esse não é simples, precisa de técnicos especializados e tem um valor elevado, já que todos os fatores de solo devem ser bem estudados. “Se os recursos não forem disponibilizados no orçamento da União do ano que vem, será impossível a construção dos aterros”, completou.

Dos seis municípios que nem estudos estão fazendo está Xapuri. O outro é Bujari, mas na cidade que fica a 25 quilômetros de Rio Branco, o prefeito Antônio Raimundo de Brito conseguiu uma saída temporária e fechou o lixão.

Ele assinou um acordo com a Prefeitura de Rio Branco e está levando mensalmente 60 toneladas de resíduos para o aterro da Capital. “Esse acordo é apenas enquanto durar meu mandato. Estamos trabalhando para conseguir recursos que ajudem a construir o aterro de Bujari”, explicou Tonheiro.

Uma emenda a Lei de Resíduos Sólidos pode dar mais quatro anos de prazo para as prefeituras construírem os aterros controlados. Esse tempo, também serve para o Governo Federal buscar uma saída, já que sem recursos para as obras as prefeituras vão continuar mantendo o lixões.

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