Após bloqueio de verbas, Ufac diz não ter como pagar despesas básicas da instituição

O corte de quase R$ 5 milhões inviabiliza pagamentos de bolsas, auxílios e outras despesas da universidade

A Universidade Federal do Acre (Ufac) informou neste domingo,04, que recebeu do Ministério da Educação (MEC) mais um novo decreto zerou o limite de pagamentos das despesas discricionárias do MEC previsto para o mês de dezembro.

Logo, o ministério não pode repassar recursos financeiros para universidades. Com isso, a Ufac não consegue pagar as bolsas e auxílios. Mas, a situação ultrapassa os prejuízos financeiros, impactando negativamente em vidas que dependem desse aporte para manter estudos e alimentação.

Além disso, sem financeiro, a Ufac não poderá também executar despesas como pagamentos de contratos de limpeza, luz, água, telefone, vigilância, fornecedores do Restaurante Universitário (RU), entre outras. E como terceiro orçamento do Acre, esse impacto será sentido diretamente na economia do Estado.

Para piorar a situação, o Governo Federal efetivou bloqueio de R$ 5,4 milhões, na quinta-feira, 1°, avançando sobre despesas que já haviam sido empenhadas, deixando as contas negativas. Como consequência, a Ufac não poderá executar qualquer tipo de despesa restante, ainda que emergencial, nem contratar processos licitatórios concluídos ou a concluir.

O atual cenário promovido pelo governo federal jamais foi vivido no mais de meio século de existência da Ufac. Por isso, a reitoria classifica esse momento como dramático, e se opõe totalmente a tal decisão irresponsável, tomada a um mês do final do atual mandato presidencial.

Desde o momento que a triste notícia foi anunciada, a equipe da Ufac busca a reversão deste cenário, a partir da união com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), do apoio da bancada federal do Acre e de todos os outros meios possíveis.

Diante da drástica situação, a reitoria da Ufac reitera seu compromisso com a sociedade acreana neste momento tão difícil para a Educação Brasileira e manterá a comunidade interna e externa informada sobre a situação financeira da instituição neste final de ano.

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