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Atlas Esgotos: Acre, mais uma vez, feio na foto

Apenas 35% da população atendida por saneamento

A Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou o Atlas Esgotos, que é um estudo que aponta a situação do serviço de esgotamento sanitário de todo país. Uma das conclusões é que a maioria dos municípios brasileiros despeja pelo menos 50% do esgoto que produz diretamente em cursos d’água, sem nenhum tipo de tratamento de limpeza. No Acre, o serviço de esgoto atende apenas 35% da população urbana.

Mais um dado alarmante da realidade brasileira: 45% da população ainda não têm acesso a serviço adequado de esgoto. “Aquilo ali é fossa, água de banheiro. Aqui do lado tem igarapé que a gente joga o cano para o igarapé, e as outras casas tem fossa tudo espocada”.

O morador do bairro Hélio Melo, região mais conhecida como Sapolândia, revela o que boa parte da periferia de Rio Branco sofre com a falta do serviço de esgoto. Cerca de 200 famílias convivem na Sapolândia com falta de serviços básicos como fornecimento de água e coleta de esgoto.

“A gente precisa de muita coisa aqui. O bairro é esquecido pela prefeitura, então a gente pede ajuda né. Que as pessoas olhem pra gente aqui”.

Segundo o Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Ministério das Cidades, a maioria esmagadora dos municípios brasileiros despeja pelo menos 50% do esgoto que produz, diretamente em cursos d’água, sem nenhum tratamento de limpeza.

De acordo com o estudo, no Acre o serviço de esgoto atende apenas 35% da população da área urbana. Segundo com o Depasa, os quatro municípios com menor IDH (índice de desenvolvimento humano) que são Porto Valter, Jordão, Santa Rosa e Marechal Taumaturgo, vão receber R$ 100 milhões em investimentos de saneamento. Além disso, outras obras na capital, já estão em andamento pra ampliar o fornecimento do serviço.

“Os resultados apresentados pela ANA demonstram que o Acre tem melhor índice de esgotamento sanitário da região norte, comparado com economias muito maiores, comparado com populações muito maiores”, disse o diretor técnico do Depasa, Anderson Mariano.

Os demais municípios do Estado, de acordo com o Depasa, possuem sistemas próprios de tratamento de esgoto e que não são de responsabilidade do departamento. Na capital, a capacidade de coleta de esgoto é de 70%, mas apenas 54%, segundo o Depasa, recebem tratamento.

“O desafio ainda é muito grande por que segundo a ONU, o índice adequado de coleta e tratamento de esgoto é de 90%, estamos com 35%, sabendo que ainda a realidade é muito distante do que se deseja, mesmo assim os investimentos estão em curso e a gente pretende ampliar cada vez mais”, afirmou o diretor.

O estudo da ANA traz informações sobre os serviços de esgotamento sanitário no país, com foco na proteção dos recursos hídricos, no uso sustentável para diluição de efluentes e na melhor estratégia para universalização desses serviços.

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