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Auditoria aponta falhas na gestão do Samu em Cruzeiro

Documento pontua problemas que comprometem serviço

A auditoria do Denasus descobriu diversas falhas no sistema de atendimento do Samu na região do Juruá. O relatório de atividades de 2016 começa apontando problemas na sede do sistema de atendimento de urgência em Cruzeiro do Sul. A central de regulação sequer tinha uma identificação, o ambiente não oferece condições de trabalho para as telefonistas e faltam uniformes para os funcionários.

O rádio de comunicação com as ambulâncias estava danificado, não tinha como o médico falar com a equipe para passar orientações.

Para piorar a situação, o serviço 192, que é para acionar o Samu, não funciona em toda a região do Juruá, deixando centenas de pessoas sem o serviço.

Durante a visita, os auditores encontraram diversas ambulâncias em oficinas paradas há vários meses. Foi denunciado que, apesar de ter sido contratada uma oficina para fazer a manutenção preventiva, esse serviço não é feito e as ambulâncias só param quando apresentam defeitos que as impedem de rodar.

Os auditores chamaram a atenção para um detalhe: o Samu recebe recursos de acordo com a quantidade de atendimento. Mesma as ambulâncias paradas em oficinas elas continuam nos sistema como estivessem rodando e atendendo normalmente. As ambulâncias de Feijó e Mâncio Lima estavam paradas há 3 meses.

A diretora do Samu, Lúcia Carlos, explicou que as ambulâncias rodam demais, principalmente no interior do Estado. “Como as prefeituras não têm ambulância, o Samu faz todo tipo de serviço, e quando elas vão para a oficina outra é colocada no lugar. Não se muda o registro para outra ambulância porque leva tempo demais e o atendimento não pode parar”, explicou.

Quanto ao tempo a mais na manutenção, a diretora explicou que, na maioria das vezes, as peças demoram a chegar. Quanto às condições da central de regulação em Cruzeiro do Sul, todos os problemas apontados pela auditoria do Denasus já foram resolvidos, disse Lúcia Carlos.

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