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Baixa repentina do rio é normal

Há um histórico de repetições

O Rio Acre, que no início deste mês ultrapassou a cota de alerta chegando a 13,72m, apresenta agora uma realidade bastante diferente. A redução do nível das águas é expressiva, nesta segunda-feira (16), ao registrar 6,95m.

Embora o nível das águas seja um fator positivo para as famílias que moram às margens dos rios que não tiveram suas residências alagadas, o baixo nível do rio Acre pode influenciar posteriormente numa seca rigorosa no período de estiagem, em que as chuvas acontecem com menos frequência.

De acordo com o pesquisador da Universidade Federal do Acre, Foster Brown, atualmente se é trabalhado com a imprevisibilidade. Mas, para que haja uma noção do que pode acontecer este ano, Brown relembra o que o Acre viveu em 2011.

“No dia 20 de janeiro, o rio estava com 3,22m, nível muito baixo, eu estava preocupado com uma seca. Em 15 de abril, fomos surpreendidos com 16m, uma inundação que afetou muitas famílias. No mesmo ano, em agosto (período de estiagem), o rio bateu o recorde de nível mais baixo”, comparou.

Rio Madeira

Segundo o pesquisador, devido à bacia do Madeira (1 milhão de quilômetros quadrados) ser 3 vezes maior que a bacia do Rio Acre (20 a 30 mil quilômetros quadrados), o acompanhamento do nível de suas águas é muito mais fácil, “devido ter uma bacia muito maior. Então, a resposta do Rio Madeira é lenta. No Rio Acre, a resposta é muito mais rápida”, sendo que a preocupação e atenção devem ser maiores quanto uma possível cheia ou seca repentina do Rio Acre.

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