240717-cotidiano-secarioacre-cleriston

Baixo nível das águas do Rio Acre já preocupa

Problemas com seca severa não se limitam à Capital

Na manhã dessa segunda-feira, o nível do Rio Acre media 1,93 m. Foi o suficiente para ligar o sinal de alerta da Defesa Civil. Em tempos normais, deveria estar com 3 metros, mas, desde o ano passado, o Rio Acre mudou seu ritmo.

Nesse mesmo período, em 2016, estava em 1,55 m, o menor já registrado no mês de julho. O primeiro problema a ser revolvido é tentar evitar o colapso no abastecimento, pois os ribeirinhos já estão prejudicados. Os barcos maiores ficam presos nos bancos de areia ou em restos de árvores e galhos que ficaram enganchados no leito do rio.

Mas, o alerta não é apenas para os moradores da Capital. Em alguns municípios do interior, a captação de água que abastece as torneiras vem de açudes. Com a escassez das chuvas, esse ano, esses reservatórios também estão secando.

Um exemplo é o açude próximo ao Aeroporto de Rio Branco que abastece Bujari. No ano passado, o Depasa teve dificuldades para captar o que sobrou e garantir o abastecimento do município. Esse ano já foi possível ver pequenas ilhas. E ainda faltam sete dias para o mês de agosto.

Até municípios como Plácido de Castro, cortado pelo Rio Abunã, a captação é feita em um açude. No ano passado, Acrelândia precisou abrir a barragem para receber água dos açudes de fazendas próximas e Porto Acre foi abastecido com caminhões pipas.

De acordo com o major Claudio Falcão, do Corpo de Bombeiros, uma sala de situação foi montada com vários órgãos de Estado para analisar e buscar alternativas que garantam o abastecimento dos municípios e da Capital.

“Foi montada uma equipe em cada município para acompanhar esses reservatórios. Quando chegarem ao estágio crítico, tomaremos medidas mais urgentes”, explicou.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*