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Banco de Leite da Maternidade está com estoque baixo

Em janeiro e fevereiro apenas 11 doadoras foram registradas

A Organização Mundial de Saúde (OMS), alerta para a importância do leite materno no desenvolvimento das crianças até dois anos e, na amamentação exclusiva até os seis meses de vida.

Além de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, a amamentação materna também reduz casos de diarreia, infecções respiratórias, hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.

Em Rio Branco, a necessidade da doação de leite materno varia mês a mês, mas as doações estão abaixo da necessidade, segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).

“A necessidade é conforme a demanda de recém-nascidos internados. Porém, as doações não estão suprindo a necessidade, assim priorizamos recém-nascidos baixo peso (1,5 kg)”, afirma Ingrid Taveira, enfermeira do Banco de Leite em Rio Branco.

No mês de janeiro apenas 4 doadoras foram registradas, e 13,140 ml de leite foram doados. Já em fevereiro, o número subiu, mas ainda não era o necessário para suprir a demanda, foram 7 doadoras e 11,640 ml de leite doados.

As mamães que desejarem doar leite materno precisam comparecer a Maternidade Bárbara Heliodora para receber instruções e retirar os kits de doação. Em seguida, o leite doado deve ser entregue nos postos de coleta em Rio Branco: Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) Augusto Hidalgo de Lima e Hospital Santa Juliana.

É importante destacar que só as lactantes que não possuem doenças infectocontagiosas e não receberam transfusão sanguínea podem efetivamente realizar as doações de leite materno, para garantir a saúde do recém-nascido que vai receber a doação.

“O aleitamento materno traz inúmeros benefícios para a mãe e para o bebê, fortalece o sistema imunológico do recém-nascido, protegendo-o contra infecções respiratórias e intestinais, levando-o a ganhar peso, auxiliando seu no desenvolvimento neurológico, fortalece a musculatura e reduz a mortalidade infantil”, destaca Taveira.

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