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Batedores de açaí são qualificados, mas fiscalização é falha

Cadeia produtiva necessita de articulação interinstitucional

A região do Jurupari, em Feijó, é a maior produtora de açaí do Acre e, mesmo com toda a ameaça do “barbeiro”, que tem o vetor que causa a Doença de Chagas, a fiscalização ainda é falha quando se trata da venda direta do fruto.

Aproveitando o Rio Jurupari, os coletores levam os sacos com o açaí para serem vendidos à margem da BR-364. Os caminhões param, carregam sem a mínima fiscalização.

O Ministério da Agricultura tinha prometido, mas, ainda não conseguiu montar, a força tarefa para fiscalizar toda linha de produção do açaí no Acre. Segundo Luziel Carvalho, chefe do núcleo do ministério, apenas as indústrias estão sendo verificadas.

Atualmente, duas empresas estão com registros e outras duas estão próximas de terem a documentação aprovada. “O que falta é fiscalizar a procedência do açaí comprado pelas usinas. O problema é que falta pessoal para o serviço e quem deveria estar à frente desse trabalho é o Governo do Estado”, declarou.

O responsável pela cadeia produtiva do açaí pelo Governo do Estado, Edvaldo Andrade, explicou que os frutos que ficam à margem da BR-364, já estão negociados com as pequenas indústrias de beneficiamento de Plácido de Castro e até do Amazonas.

Ele explicou ainda que o governo já capacitou 210 batedores de açaí em Feijó com ênfase nas medidas de higiene. “Isso já garante um açaí de qualidade. O próximo passo é chegar aos coletores que são mais de 250 famílias”, adiantou.

Atualmente, o açaí é o quinto produto mais comercializado no Acre. No ano passado, foram negociados 4,6 mil toneladas do produto. Com um comércio tão grande, é preciso que todos os envolvidos trabalhem para que o produto tenha mais qualidade.

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