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País vive epidemia de sífilis com aumento de 5.000% em 5 anos

Vigilância Epidemiológica faz alerta à população

O Brasil vive uma nova epidemia de sífilis, uma doença sexualmente transmissível causada por uma bactéria, pode levar a problemas de fertilidade e até a morte, se não tratada. A maior preocupação é com a transmissão de mulheres grávidas para os fetos.

Os casos de sífilis aumentaram cerca de 5.000% nos últimos cinco anos no Brasil e preocupam as autoridades de saúde. Em 2010 foram notificados 1.249 casos, em 2015, o número subiu para 65.878, sendo os homens 60% deles.

Em Rio Branco, a vigilância epidemiologia registrou no ano passado 338 casos, e este ano, já são 236, notificados até meados de agosto. A perspectiva é que ultrapasse, se a população não adotar a prevenção.

Os casos de sífilis aumentaram segundo estudos, por que principalmente o público mais jovem tem deixado de usar o preservativo. Pra reforçar essa informação da importância da camisinha, a vigilância epidemiológica tem apostado em ações de conscientização nas escolas de Rio Branco.

“Com isso aumenta não só o número de sífilis, mas também outras doenças sexualmente transmissíveis como HIV, Hepatite, então, a melhor prevenção é o uso do preservativo”, alerta a coordenadora da vigilância epidemiologia, Socorro Martins.

A sífilis traz maior preocupação em relação às mulheres grávidas, já que a doença pode ser transmitida para o bebê. “Pode ocasionar aborto e as crianças também podem nascer com problema de saúde, muito grave. Quando detecta a sífilis na gestante, o tratamento adequado é com os dois. A mãe e o parceiro. O teste é rápido e quando detecta já começa o tratamento. Se fizer só a gestante, ela vai se infectar novamente”, explica a coordenadora.

Em relação à eficácia do tratamento, a coordenadora da vigilância explica que o paciente pode ficar seguro. “É usado a penicilina. É rápido. Termina logo e é 100% eficaz”, afirma.

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