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Caçambeiros são flagrados tirando barro do ‘lixão’

Sintraba diz que barro é utilizado em tapa buraco

Os caçambeiros estavam tirando barro na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRE) de Rio Branco, quando tiveram seus veículos apreendidos e multados pelo Pelotão Ambiental da Polícia Militar.

O serviço era realizado a pedido da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb). Os caçambeiros e donos de máquinas, segundo eles, fazem esse trabalho porque foram contratados por meio de licitação.

Conforme o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado do Acre (Sintraba), a Emurb errou ao ordenar a retirada desse material da UTRE. É que não havia licença ambiental para isso e como estava em débito com a empresa que fornecia o produto de forma legal, resolveu burlar as próprias regras para continuar os serviços na capital. Duas caçambas foram apreendidas e mais duas máquinas. “O que aconteceu, o diretor da Emurb autorizou os caçambeiros a ir puxar barro da UTRE, do lixão. Ele disse que existe licença, se existe o diretor da Emurb tem que apresentar essa licença,” explicou o presidente do Sintraba, Júlio Faria.

Ainda de acordo com o Sintraba, todo o barro sai da usina de asfalto do Distrito Industrial e em seguida é utilizado pela Emurb nas ações de tapa buraco e pavimentação em geral e esse pode ser o motivo para a cidade apresentar tantos problemas nas ruas, já que o material utilizado possui qualidade duvidosa.

“A Emurb mesmo quebrou todas as regras do protocolo. O que a lei manda dentro da terraplanagem o material de primeira categoria para ser aplicado em qualquer pavimento, ele tem que ser antes analisado pela Funtac, que é quem tem poder de analisar se aquele material tem capacidade pra ser compactado, que é a base e sub-base que a gente chama que vem antes da massa asfáltica” disse Faria.

Para resolver essa situação, o sindicato pretende entrar na justiça e evitar que os caçambeiros sofram com o suposto erro da Emurb.

O atual diretor-presidente da Emurb, Gabriel Gomes, informou que a extração mineral foi autorizada pelo Imac por meio de ofício encaminhado pela zeladoria do município. O que houve foi à necessidade de readequação do documento, que já era antigo. “este documento é de uma data antiga e nos solicitaram que fossemos lá para resolver essa situação, chegando no local o Imac nos alertou que uma nova legislação tinha sido aplicada e essa licença tinha autorizado a retirada do material, mas não o transporte. Nos notificou para irmos ao Imac, fomos hoje, e ele listou os documentos para a gente regularizar essa situação.”

A Emurb também assegurou que o barro retirado da Utre era de uma área longe dos resíduos sólidos e por isso não estava contaminado.

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