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Cadeirantes de baixa renda protestam contra falta de materiais

Fraldas, coletores, sondas e medicamentos: falta tudo

Cansados de tantos enviar ofícios, a Secretaria de Estado de Saúde, um grupo de cadeirantes resolveu chamar a atenção na porta de entrada da secretaria no centro de Rio Branco. Há quatro meses, eles não recebem: fraldas geriátricas, coletores, sondas e medicamentos, principalmente os que retêm a urina. Sem o remédio, muitos estão apresentando infecções.

Emilson Soares mostrava as notas fiscais das sondas que ele diariamente. São R$ 200 por mês, fora outros gastos com medicamentos. “Eu preciso comprar outros remédios que não têm na rede pública. Não consigo manter essas compras por mais tempo. Precisamos dos medicamentos públicos”, disse.

A presidente da Associação dos Cadeirantes, Edivânio Silva, informou que vive sendo enganado. “O Governo do Estado disse que a prefeitura é quem deve providenciar os medicamentos e materiais como fraldas e sondas. A prefeitura joga a responsabilidade para o governo. Para acabar com esse vaivém, decidimos nos reunir na frente do prédio da secretaria de Saúde até o secretário nos atender”, declarou.

Segundo a associação, existem vários cadeirantes presos dentro de casa em cima de camas porque o Estado parou de repassar as cadeiras de rodas. O último repasse aconteceu em 2014. “Até a cadeira de banho o governo não entrega mais. Eu tive que adaptar uma cadeira de balanço”, reclamou Edivânio.

Como o secretário Gemil Júnior não desceu do quinto andar, o grupo decidiu subir e foi cobrar uma reunião.
Antes de falar ao grupo, o secretário explicou aos jornalistas que a demora na entrega dos materiais e medicamentos aconteceu por causa da burocracia nas licitações, mas vai buscar uma forma de atender as reivindicações, e vai pedir fraldas e materiais emprestados até que a compra da secretaria seja feita.

“A burocracia na licitação às vezes atrapalha nosso cronograma, mas não podemos esquecer que alguns desses itens a responsabilidade é do município. Mesmo assim vamos ajudar”, declarou.

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