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Câncer do colo de útero: Acre comemora diminuição de casos

Falta de um diagnóstico precoce ainda é preocupante

Todos os dias centenas de pacientes lotam o Hospital do Câncer, em Rio Branco, em busca de tratamento. O estado tem uma das taxas mais altas de incidência da doença, se comparado a outras regiões do país.

A direção do Hospital do Câncer  não divulga os números da doença, mas confirma que o câncer de colo de útero, no Acre, é o primeiro nas estatísticas entre pessoas do sexo feminino. No resto do país é o câncer de mama que ocupa esta posição.

Um dos motivos de tantas mulheres serem vítimas do câncer de colo de útero no estado é a falta de um diagnóstico precoce, na fase em que a doença ainda pode ser tratada.

“ Infelizmente é a nossa realidade hoje, cerca de 60 a 70% das mulheres com câncer de colo de útero que chegam ao hospital do câncer estão em estágio avançado, e as chances de cura de uma mulher dessa é inferior a 40%”, afirma o dr. Antonio Carlos Vendette, diretor clínico do Hospital do Câncer.

Mas o Hospital do Câncer comemora uma diminuição do número de vítimas do câncer do colo de útero no Acre ao longo dos últimos dois anos. Em 2012 foram diagnosticados 92 novos casos. Em 2013 esse número caiu para 63 novos casos, 30% a menos que no ano anterior.

“ Agente pode prevenir antes mesmo do câncer surgir. Um exame de Papanicolau que indique algumas alterações iniciais pode levar a cura com uma cauterização ou até com cremes vaginais, e impedir que essa mulher venha a ter um câncer 3 ou 4 anos depois”, explica dr. Antonio Carlos Vendette.

Uma das formas de melhorar o atendimento na prevenção e tratamento da doença é o programa itinerante de rastreamento do câncer do colo de útero, lançado no mês passado pelo governo. Uma das metas do programa é garantir o acesso ao exame preventivo para todas as mulheres com idade entre 25 e 64 anos em todos os municípios do estado.

A meta do governo é atender 60 mil mulheres no Acre, principalmente na zona rural, onde o acesso ao atendimento de saúde é mais difícil. A iniciativa também vai evitar que novos pacientes cheguem ao hospital do câncer com a doença já em fase avançada, o que gera uma demanda além da capacidade do hospital.

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