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Capital é única do país em situação de risco para dengue

Cruzeiro melhorou: está em situação de alerta

O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (24) o resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O estudo indica que 199 municípios brasileiros estão em situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika vírus. Rio Branco é a única capital do país que apresentou um número em situação de risco, com 4,1%.

No Acre, outros três municípios também apresentaram índices preocupantes: Brasileia com 16,2%, Epitaciolândia 5,9 e Xapuri 5,4%, ambos classificados em área de risco. Cruzeiro, que no início do ano apresentou números altos, saiu da área de risco, mas permanece em situação de alerta com 3%.

Outras quatro cidades do Acre também estão em alerta. São elas: Capixaba, com 2,6%; Porto Acre 2,2%; Senador Guiomard 2,1% e Mâncio Lima 1,5%.
Durante a apresentação dos resultados, o ministro destacou que a principal preocupação, neste momento, é informar a população, com esclarecimentos sobre como prevenir novos casos.

“Nós temos uma situação potencializada, com um problema de grande dimensão. Para enfrentar esta situação, precisamos de uma ação conjunta do Governo Federal, estadual e municipal, além de especialistas. A sociedade também deve estar envolvida neste processo, ficando atenta às medidas para combater o Aedes aegypti, que agora, passa a ser é uma ameaça ainda maior”, destacou o ministro.

Realizado em outubro e novembro, o LIRAa teve adesão recorde para este período do ano, com 1.792 cidades participantes, aumento de 22,4% se comparado ao número de municípios em 2014.

A pesquisa é um instrumento para o controle do Aedes aegypti. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas.

Além das cidades em situação de risco, o LIRAa identificou 665 municípios em alerta, com 1% a 3,9% dos imóveis com focos do mosquito, e 928 com índices satisfatórios, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada. O levantamento identificou a presença do mosquito Aedes albopictus, que pode também transmitir a chikungunya, em 262 municípios.

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