Caso Jonhliane: réus negam participar de‘racha’ no momento do acidente

Ícaro pede desculpas a mãe da vítima durante depoimento

No segundo dia de julgamento, nesta quarta-feira,18, o primeiro a ser ouvido pelo juiz Alesson Braz foi Ícaro Pinto, ele é quem dirigia a BMW que atingiu a vítima a 155km/h. Jonhliane Paiva foi atingida na avenida Antônio da Rocha Viana às 6:30 da manhã no dia 6 de agosto quando ia para o trabalho.

A última imagem dela viva foi capturada por uma câmera de segurança, poucos segundo antes de sofrer o impacto da BMW, que segundo o Ministério Público do Acre, participava de um ‘racha’.

Antes de começar o depoimento, Ícaro respondeu ao juiz que tem uma condenação no estado da Bahia, por agredir um turista e já foi detido em Rio Branco acusado de furtar um veículo. O réu negou que estivesse em uma disputa de velocidade e apertou o acelerador porque estavam em uma discussão com a namorada, que teria sido beijada por outro na festa onde estavam.

Ao ser perguntado porque não socorreu a vítima e porque tentou esconder o carro, ele disse que ficou com medo de alguma retaliação e por isso fugiu do local.

Icaro também aproveitou o espaço para pedir perdão a Alan, que segundo ele foi envolvido injustamente no caso. E também a família de Jonhliane. A mãe da vítima que acompanha tudo balançou a cabeça como se não aceitasse o pedido.

O irmão de jonhliane falou o que realmente a família espera do caso. “Nós acreditamos na justiça, esse caso não pode ficar impune. Minha irmã infelizmente está morta e eles estão aí e devem cumprir sua pena. Que a justiça seja feita”, relata.

Quanto ao outro acusado de participar do ‘racha’, Alan Lima, o réu disse que não o conhecia e veio saber de sua existência quando começou a primeira fase do processo. Ele disse que foi na festa onde Ícaro estava, mas não lembra de tê-lo visto e na saída não houve nenhuma conversa ou acerto para uma corrida.

Foi mostrada imagens, mas Alan apenas disse que foi uma coincidência o carro de Ícaro está próximo ao seu, a mais de 2km de distância do local da festa.

Após o acidente ele até voltou ao local onde estava o corpo da vítima, mas não teve coragem de descer do carro e até pensou em procurar Ícaro e entrega-lo para polícia.

No período da tarde, o juiz da Segunda Vara do Tribunal do júri abriu para os debates entre defesa e acusação. Nessa etapa, as partes demonstram suas teses e terminam sendo demoradas por réplicas e tréplicas. A sentença desse caso só deve sair nessa quinta-feira(19).

 

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