Caso Raquel Melo: envolvidos são condenados a mais de 317 anos de prisão

A adolescente de 13 anos foi torturada, morta e enterrada no Ramal Pica Pau, em Rio Branco

Por Luanna Lins, para Agazeta.net

O resultado do júri popular de sete dos oito acusados de matarem a adolescente Raquel Melo, de 13 anos, saiu nesta terça-feira, 7, na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Rio Branco. Após dois dias de julgamento, os envolvidos foram condenados, em penas somadas, a mais de 317 anos de prisão em regime inicial fechado e não podem recorrer da sentença em liberdade. Tatiane Souza da Silva, que também foi denunciada pelo crime, ainda está foragida.

O crime aconteceu no dia 29 de janeiro deste ano, no Ramal Pica Pau, região do Loteamento Praia do Amapá, em Rio Branco. O grupo responde pelos crimes de sequestro, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e envolvimento com organização criminosa. Além dos seis réus presentes no júri, foram ouvidas sete testemunhas, entre elas a mãe de Raquel, na segunda-feira, 6, primeiro dia de julgamento.

Os envolvidos foram sentenciados da seguinte forma:

– Yago da Silva Sabino – condenado a 41 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão e 70 dias multa;
– Thyego da Silva Sabino – condenado a 41 anos, 9 meses e 10 de dias de prisão e 70 dias multa;
– Rosinei Pereira Santos – condenado a 46 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão e 80 dias multa;
– Janes Cley Pereira Santos – condenado a 53 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão e 90 dias multa;
– Rosinaldo Pereira Santos – condenado a 43 anos, 3 meses, 10 dias e 80 dias multa;
– Francisco Elcivan Leandro Rodrigues – condenado a 47 anos, 7 meses, 10 dias e 80 dias multa;
– Francisca Roberta Gomes de Araújo Cruz – condenada a 46 anos, 5 meses e 10 dias e 80 dias multa.

Raquel saía de uma igreja com sua mãe quando as duas foram raptadas por integrantes de uma organização criminosa e levadas ao local do “tribunal do crime”, em uma casa abandonada. A mãe foi liberada e Raquel ficou no local para receber sua sentença. Segundo a Polícia Militar, que encontrou o corpo da adolescente em uma cova rasa, no Ramal Pica Pau, ela foi assassinada com facadas e tiros, além de ser torturada.

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