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Casos de problemas respitatórios aumentam na Capital

Tosse e gripe por mais de duas semanas preocupam

Em todas as unidades de saúde da Capital aumentou a procura por atendimento de problemas respiratórios. Médicos aconselham aos pais que, ao primeiro sinal de gripe ou asma, levem seus filhos à unidade básica de saúde mais próxima, para não agravar a situação.
Marinalva da Silva foi cedo nesta segunda-feira (18) ao posto de saúde. O pequeno Paulo Henrique, de apenas cinco meses, está com tosse há 2 semanas. “Ele começou com uma gripe e tosse. Achei melhor trazer ele pra cá”, explica. Esta é a segunda vez que a mãe leva o filho para a unidade básica de saúde. Com princípio de bronquite, a criança foi encaminhada à uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Na enfermaria da UPA do segundo distrito, outras mães acompanham seus filhos, com problemas respiratórios. Caso, por exemplo, de Maria Cristina que está preocupada com a filha de 2 anos. A menina foi diagnosticada com infecção respiratória aguda. No ano passado, ela já foi internada com pneumonia. “Na sexta-feira ela começou a piorar, fazia força pra respirar e não conseguia. Toda vez que fica com gripe é assim”, conta a mãe.
O serviço de nebulização aumentou cerca de 50% na UPA. De janeiro a agosto, a procura por atendimento às doenças respiratórias cresceu mais de 10%.
No caso das crianças com problemas para respirar, os médicos orientam os pais para que não demorem a procurar por atendimento. Ao primeiro sinal de gripe ou asma é preciso levar a criança à unidade de saúde mais próxima. “Os pais chegam às vezes com evolução de cinco dias de problemas respiratórios e muitas vezes não dá mais pra tratar na unidade e temos que encaminhá-lo diretamente a uma UTI”, explica a pediatra Cholen Werklaenhg.
Uma das principais recomendações dos pediatras é a ingestão de líquidos, que ajuda no combate aos problemas de respiração. “A água ajuda muito a expectoração com tempo quente, poeira e fumaça. Por isso, os pais devem hidratar. Bastante líquido, como: água, água de coco e suco. Deve-se evitar ainda as mudanças bruscas de temperatura”, orienta a profissional.
As fumaças e o clima seco, características predominantes deste período do ano, são importantes para provocar problemas respiratórios. Segundo a previsão meteorológica, as condições não são favoráveis para a saúde da população. A umidade relativa do ar está entre 25 % e 35%.
Uma nova frente fria está prevista para o fim do mês, e deve baixar ainda mais a umidade. “Podemos chegar até 18% na parte Leste, Sudeste do Acre. No final de agosto, provavelmente teremos forte friagem com maior seca para o início de setembro”, explica o estudioso sobre meteorologia, Davi Friale.

 

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