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Catraieiros reclamam de condições de escadarias

Escadas cheias de buracos e quase caindo

Os catraieiros que trabalham fazendo a travessia de pessoas de um lado ao outro do rio Acre denunciam que as escadarias que dão acesso às catraias geram riscos para quem precisa andar pelo local.

A professora Jeriane da Silva desce a escada com cuidado. Ela desvia dos buracos e se apoia como pode para evitar um acidente. Grávida, o risco é bem maior. O percurso é feito duas vezes por semana. “Está muito difícil a passagem aqui, depois que o rio secou ficou um perigo. Têm crianças que sobem aqui, idosos, eu por exemplo, faço o percurso na segunda e na quarta, de manhã e a tarde, vou e volto, vou e volto, devido a gravidez a barriga começa a crescer e é mais complicado.”

Essa é a rotina de quem precisa utilizar a catraia entre os bairros Aeroporto Velho e o 15, no segundo distrito. As escadas, nas duas margens, estão parcialmente caindo. Os próprios catraieiros colocaram algumas adaptações para os clientes. “Nós não temos condições financeiras, da parte dos catraieiros, de montar uma escada acessível ás pessoas de uma certa idade, e pessoas que venham com peso, gestantes, essas pessoas todas têm complicações”, disse o catraieiro Luiz de Freitas.

A catraia é considerada o transporte coletivo mais antigo de rio branco. Mas ainda hoje as pessoas utilizam o local para se locomover de forma mais rápida de um distrito ao outro pelo rio acre, evitando longas distâncias por terra.

O número de pessoas que passam pelo local diminuiu ao longo dos anos, atualmente a média de passageiros é de 100 por dia, por conta do acesso precário e falta de apoio o número de catraieiros também diminuiu, saiu de 12 para apenas 2.

O trabalhador em serviços gerais Antônio Nogueira mora no segundo distrito e trabalha no primeiro. Ele precisa voltar para casa a noite e vai de bicicleta até a margem do rio. Durante o dia os riscos com os buracos nas escadas podem até ser vistos, mas no retorno para casa, a noite, os cuidados precisam ser redobrados. “Eu trabalho longe, saio da Vila Acre, ramal Bom Jesus, pra vir em frente a UPA, vou por lá, mas quando a bicicleta está ruim e tem o horário de chegar ao trabalho, eu venho por aqui, mas fica difícil”.

Mesmo com cuidados, os catraieiros relatam que acidentes são inevitáveis. “As escadas estão estragadas dificulta muito para os velhinhos passarem para o forró, inclusive sábado uma caiu e se machucou todinha”, comenta Afonso Rodrigues.

A prefeitura de Rio Branco foi procurada para comentar o caso e apresentar medidas que possam melhorar as condições do serviço oferecido à população, mas até o fechando desta matéria, a assessoria de imprensa não apresentou respostas.

NOTA SEINFRA

Uma equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, está fazendo levantamento de custos e serviços, para assim que autorizado, começarem os serviços de recuperação.

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