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Causas de Apagão ainda não são informadas

Em crise, comércio sofre com falta de energia

Acre e Rondônia sofrem mais um apagão. No Acre, 11 municípios foram atingidos, quase 200 mil consumidores ficaram sem energia. As causas não foram informadas, mas o problema teria ocorrido no município de Pimenta Bueno.

Para quem depende da energia elétrica pra trabalhar, o início da tarde desta terça-feira foi preocupante. No Acre, 195 mil consumidores, de 11 municípios ficaram sem luz por um período aproximado de uma hora. Tempo suficiente pra haver reclamações.

“Eu tô com cliente aqui no salão ajeitando o cabelo e no caso, por causa do apagão não terminei o cabelo, tá no procedimento, com produto e só vive faltando luz né”, lamenta a cabeleireira, Cleia Moreira. Na sorveteria, a funcionária, ficou apreensiva. Os produtos estavam prestes a derreter.

“Aqui em questão de um pouquinho mais de 40 minutos sem energia e já começa a ter prejuízo, não só aqui, mas atrapalha meu trabalho por que eu preciso da energia pra trabalhar”, disse Gisele Pinheiro.

Com semáforos apagados o trânsito ficou confuso. Algumas escolas liberaram os estudantes, por que não tinham previsão de quando o serviço de fornecimento de energia seria restabelecido.

Esse foi o segundo apagão em menos de 15 dias que atinge os estados do Acre e Rondônia. As distribuidoras informaram que as causas só podem ser apuradas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). No primeiro apagão, o problema teria sido originado em uma usina hidrelétrica de Rondônia.

“Foi um problema numa linha de transmissão da saída da subestação da usina de Samuel, e consequentemente levou a outros efeitos. Mas a causa principal foi essa. O problema de hoje, não é o mesmo de 15 dias atrás. Não sabemos, mas foi em outro lugar. Hoje, foi em Pimenta Bueno”, informou o diretor de operação da Eletrobrás Acre, Danilo Klein. Para o consumidor, ainda que a distribuidora emita notas, ainda falta comunicação com a população prejudicada.

“A gente espera uma resposta deles sobre os apagões né. A gente não tá vendo uma resposta de imediato, não ouviu notícia do que aconteceu, não deram nenhuma satisfação então é muito frustrante pagar por uma coisa e não ter resposta quando a gente precisa”, lamenta o funcionário terceirizado Alan Macedo.

 

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