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Cemitério da Cruz Milagrosa mistura fé e histórias

Maria de Souza: 98 anos de fé renovada

Maria Silva de Souza, 98, todos os anos, no Dia de Finados, vai ao cemitério Cruz Milagrosa acender velas para os entes queridos que já faleceram e também para agradecer o milagre recebido após uma promessa feita.
O local em que ela diz que ela expressa a fé em Deus é na capela do cemitério da Cruz Milagrosa. “Eu tinha uma ferida feia na perna. Fazia remédio e não curava. Aí, eu fiz uma promessa de trazer o pé (de gesso) e cinquenta reais. Aí eu fui curada”.

O aposentado Edilson Rodrigues conta que também mantém o ritual e sempre vai ao cemitério fazer suas orações. Ele teve hepatite e disse ter ficado curado após uma prece feita na capela. “Sempre venho agradecer. O que cura a gente é a fé”.

Que lugar é esse?

O cemitério Cruz Milagrosa, localizado na estrada da Transacreana, é o mais antigo de Rio Branco e guarda inúmeras histórias relacionadas à crença popular e a fé dos moradores.

Uma das histórias mais conhecidas pelos populares é a da criação do cemitério. Eles contam que cerca de 200 anos atrás, quando no local era tudo seringal, um homem teria começado a passar mal. Ele foi socorrido por moradores que o colocaram numa rede para transportá-lo.

Ele teria morrido no local onde hoje é o cemitério. As diversas narrativas asseguram que o homem morreu de sede. Os moradores enterraram o homem no local. Assim, quando outras pessoas da região morriam, a população enterrava naquele mesmo terreno. E, assim, foi sendo formado o cemitério.

Algo que chama a atenção sobre o lugar também é uma capela construída logo na entrada do cemitério. Na capela, muitas imagens de santos, bíblias, pés e mãos feitos de gesso, velas e terços de pessoas que fizeram promessas, preces, no local e foram atendidas.

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