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Começou verão amazônico e números já impressionam

Sala da situação reúne gestores e pesquisadores

As previsões não indicam chuvas para os próximos dias no Acre e com a alta temperatura a umidade relativa do ar fica em 25%. O calor está insuportável e esse desconforto aumenta com a fumaça das queimadas.

Apesar das multas e fiscalizações, não tem jeito: o Corpo de Bombeiros não para de atender chamadas. Esse ano já foram 450 notificações só em Rio Branco.

Segundo dados dos satélites, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Feijó são recordistas em focos de incêndio.

São tantos os chamados que o Corpo de Bombeiros não consegue atender nem a metade. Agora está atendendo por prioridade. No ano passado, foram registrados no Acre 1.587 focos de calor. Esse ano já são 1.037.

Com a situação se agravando, o comandante do Corpo de Bombeiros se reuniu com os órgãos de fiscalização e pediu mais intensidade nos trabalhos de campo. “Eu acredito muito nesse processo de fiscalização, de orientação pra que as pessoas entendam que queimar causa um prejuízo não só ao meio ambiente mas um prejuízo a saúde , na educação, então é impacto negativo muito grande.” Disse o comandante do Corpo de Bombeiros Roney Cunha.

Entre os estados da região Amazônica, o Acre ocupa o 8º lugar no número de queimadas. A grande quantidade de incêndios acontece nos projetos de assentamento e áreas abertas da união.

O medo das autoridades do Estado é que aconteça um incêndio florestal que possa trazer grandes estragos às unidades de conservação e reservas indígenas. “Se a sociedade não entender que queimar tem esse prejuízo e causa um dano enorme, nós vamos, é claro, desencadear um processo difícil nesse período de estiagem”, analisou Cunha.

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