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Comercialização do açaí na capital continua preocupante

Somente o Mercado Elias Mansour apresentou contaminação

A comercialização e o consumo do açaí contaminado preocupa, principalmente, quem tomou a bebida nos meses de novembro e dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Embora a presença da bactéria tenha sido identificada apenas em alguns pontos do mercado Elias Mansour, a prática da venda de açaí clandestino é muito comum em toda capital.

O que muita gente questiona é porque o Ministério da Agricultura não fiscalizou esses pontos de vendas. O motivo foi esclarecido na manhã desta terça-feira, quando o superintendente MAPA, Luziel Carvalho, falou sobre o assunto.

Luziel Carvalho diz que não está gostando da forma como o caso está sendo tratado. Para o superintendente, responsabilizar toda a cadeia produtiva não tem sido uma boa ideia, pois dentre os pontos que foi colocado amostras, somente o Mercado Elias Mansour apresentou contaminação.

“Foi em cinco ou foi seis pontos que colocaram amostras, somente uma que foi a do Mercado Elias Mansour que apresentou a contaminação, então você não pode generalizar a cadeia produtiva como um todo e nem criminalizar o comércio do açai, a produção e os próprios fornecedores”, afirma Carvalho.

No que diz respeito a atuação dos ministérios em casos como esse, o superintendente explica que há limitações no que o MAPA deve fiscalizar. E que o comércio clandestino de açaí não consta nas responsabilidades do órgão.

“Não é competência nossa justamente porque se trata de uma produção totalmente clandestina, então o que a vigilância sanitária precisa fazer é identificar esses pontos que estão vendendo e mais ainda rastrear quem são os fornecedores desse produto e uma vez sendo identificado quem são fornecedores que não possuem o registro devidamente junto ao Ministério da Agricultura, fazer a apreensão do produto, identificando a contaminação e mandar para o aterro toda a produção”, explica o superintendente.

Na tentativa de melhorar a qualidade da bebida que é comercializada em todo estado, o superintendente propôs a criação de uma força tarefa, que irá reunir vários órgãos e profissionais em uma fiscalização pente fino, onde todos os estabelecimentos que comercializam açaí, de forma regularizada ou não, deverão fiscalizados.

“Uma estratégia para isso… Nós já solicitamos de Brasília da Coordenação Nacional do DSV e a gente vai realizar uma força tarefa no estado do Acre, pegando o estado como todo, tanto nas indústrias que são registradas no tal MAPA como também os fornecedores e comerciantes que não são registrados”, conclui o Superintendente do MAPA, Luziel Carvalho.

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