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Comissão permanente deve fiscalizar obras da BR-364

Caravana do Dnit reconhece trechos mais complicados

O Dnit quer montar uma comissão permanente para fiscalizar as obras e os recursos aplicados na recuperação da BR-364, trecho Sena Madureira/Cruzeiro do Sul. O ponto de partida para a criação da comissão foi dado nesse final de semana, quando uma comitiva de empresários, órgãos fiscalizadores e federação das indústrias se juntaram numa caravana de fiscalização, que rompeu os mais de 600 quilômetros da rodovia.

A caravana saiu de Cruzeiro do Sul, na sexta-feira pela manhã, e chegou em Rio Branco na noite desse sábado. Durante o percurso, as pessoas envolvidas puderam ver de perto os problemas da BR, que, em alguns trechos, está em péssimas condições. A iniciativa do Dnit é uma forma de amenizar as críticas ao departamento, de que, a rodovia estava fechada e nada está sendo feita para recuperá-la.

Em maio, quando chegar o fim do inverno amazônico, o Dnit vai começar a obra de restauração do BR-364 entre Sena Madureira e Cruzeiro do Sul. Os serviços foram divididos em 6 lotes.

O superintendente do Dnit, Tiago Caetano, disse que tem em caixa R$ 100 milhões, o que garante o início das obras. Mas, ainda precisa de mais R$ 120 milhões para reconstruir todos os trechos danificados.

Durante a viagem, foram feitas várias paradas para mostrar os pontos mais críticos. A primeira foi na ponte do igarapé Cigana, a 30 quilômetros de Cruzeiro do Sul. Na semana passada, um deslizamento de terra levou a cabeceira da ponte e para manter o trânsito foi preciso colocar uma passarela de ferro.

Na chegada do Rio Liberdade, o Dnit reuniu a caravana para mostrar que num trecho de 70 quilômetros, onde pedra foi misturada à base, o asfalto ainda se mantém. Do Rio Liberdade em diante, onde a tecnologia usada foi misturar cimento ao barro, a base e sub base não aguentaram as chuvas.

“Vamos usar pedra para misturar ao barro e o asfalto, assim teremos uma base mais forte, capaz de suportar o clima local. A vantagem da pedra é que numa possível nova recuperação ela pode ser novamente misturada”, explicou.

Para manter o fluxo de veículos, o Dnit colocou equipes trabalhando nos pontos mais críticos. As máquinas jogam britas nos buracos onde se formam atoleiros, assim vão mantendo a passagem até dos caminhões.

O deputado estadual Luiz Gonzaga, que acompanhou o grupo, informou que foram gastos R$ 2 bilhões na pavimentação da BR de Sena Madureira a Cruzeiro do Sul e os danos que quase levaram o fechamento da rodovia mostram que aconteceram muitos erros de engenharia ou recursos não foram aplicados corretamente.

“É um absurdo o que foi feito. Agora, o serviço terá que ser refeito. O que foi gasto para trás está tudo perdido. Hoje, a BR precisa ser refeita”, relatou.
Segundo o Dnit, a caravana é apenas o primeiro passo para criar formas de fiscalização para as próximas obras da BR. Uma reunião realizada na Câmara de Vereadores de Feijó convidou a comunidade a participar de uma comissão permanente que vai fiscalizar os serviços feitos e como o dinheiro está sendo empregado.

O prefeito do município, Kiefer Cavalcante, disse as obras precisam gerar empregos e impostos. “É com o dinheiro do ISS que pretendo acabar com atoleiros que estão se formando nas ruas do município e essas obras na BR vão trazer renda e emprego”, torceu.

O Dnit mostrou à caravana os locais mais críticos e como erros na execução da obra levaram à formação de buracos e erosões. Entre Manoel Urbano e Feijó, um trecho de 70 quilômetros precisa ser todo refeito. O Deracre nunca concluiu a obra e é onde os motoristas mais sofrem.

Para o Dnit, a caravana foi uma forma de acabar com algumas críticas que o departamento vinha recebendo. “Os órgãos de fiscalização agora conhecem onde estão os problemas, o que precisa ser feito, a tecnologia que será usada e quanto isso vai custar”, disse Tiago Caetano.

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