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Comunidade cobra mais segurança no bairro Montanhês

Polícia prendeu ladrões que roubaram escola

A situação insustentável tem desanimado os profissionais que atuam na escola. “Hoje de manhã foi muito triste ver as crianças com fome, por que muitos saem de casa sem se alimentar e não tem o lanche. Liberamos os alunos mais cedo e pelas condições que foram, é a comunidade roubando a própria comunidade por que estão tirando da boca dos alunos”, desabafa a coordenadora de ensino Keila Canizo.

Ela relata as consequências do último arrombamento ocorrido na escola de Ensino fundamental e médio Professor Pedro Martinelo, localizada no bairro Montanhês. Os criminosos entraram na cozinha e levaram toda merenda, inclusive três botijões de gás.

À tarde, a Secretaria de Estado de Educação, já havia abastecido a dispensa com parte dos alimentos. A direção da escola pediu que a outra quantia fosse reposta aos poucos, com medo de novos furtos.

Recentemente os alunos promoveram uma manifestação, percorrendo a principal via do bairro, chegando até o posto policial do Bairro Tancredo Neves, que por sinal foi desativado há cerca de um ano. Nos cartazes, os pedidos de segurança, de mais atenção aos estudantes e professores da periferia.

De lá pra cá nada foi feito. Muito pelo contrário, eles já sofreram outros furtos. No final de semana foram dois e na madrugada desta quinta-feira mais um. Nesta última invasão, lâmpadas dos corredores foram quebradas e até plantas do jardim foram arrancadas pelos vândalos.

“Eu acho que os assaltantes têm visitado mais a escola do que propriamente a secretaria de educação. Roubos sistemáticos estão depredando a escola, levando tudo da escola”, lamenta o professor Kennedy Albuquerque.

Quatro salas de aula foram arrombadas e não foi levado. “Nós já chegamos a ligar pra polícia, nem todas às vezes a polícia vem, às vezes vem e vai embora aí o alarme dispara de novo. Eu já estive conversando com a vizinhança e pra eles, o alarme disparar é normal. Já faz parte do dia a dia por que quase toda noite o alarme dispara. Vigilância privada não está funcionando”, disse a coordenadora.

O saldo de prejuízo é grande na escola. Materiais de informática, de esportes e até da sala de atendimento para alunos especiais foram roubados. A unidade de ensino foi alvo de criminosos por mais de 10 vezes somente este ano e 15 boletins de ocorrência já foram registrados.

“Nós queremos aqui é pedir ajuda, como pedimos na última vez que fizemos manifestação. Pedir que a Secretaria de educação venha na escola, a polícia civil, polícia militar, o Ministério Público, que essas instituições sentem juntamente com a comunidade escolar e que possam aparecer propostas. Por que estão esperando o quê? O que nós temos aqui é um consenso geral de que a escola vai fechar e acabar com o ano letivo. Tão esperando que alguém morra pra tomar providência”, desabafa o educador.

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