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Conheça os tipos de reconstrução mamária

Alternativas para quem teve câncer de mama

O câncer de mama é uma das doenças que mais vitimam mulheres em todo o mundo. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são registradas no Brasil em torno de 14 mortes a cada 100 mil mulheres.

O tumor de mama possui bom prognóstico, ou seja, bom índice de resolução, quando é detectado e tratado precocemente. Porém, ele ainda é a segunda principal causa de morte entre as mulheres, com uma taxa constante de mortalidade no país.

Uma das consequências mais recorrentes da doença é a necessidade da mastectomia, que é a retirada cirúrgica da mama afetada pelo tumor. Além do impacto do diagnóstico, as mulheres ainda precisam encarar o fato de lidar com a perda de uma parte tão importante do corpo.

Para devolver a autoestima da paciente e marcar o processo de cura, existe a cirurgia de reconstrução mamária, que recompõe o seio feminino.
Como é feita a reconstrução mamária?

A reconstrução da mama é obtida por meio de técnicas de cirurgia plástica que buscam restaurar a mama da paciente, levando em conta a harmonização da forma, da aparência e do tamanho após a mastectomia.

Antes do procedimento, é preciso que a paciente seja orientada em relação aos possíveis resultados. A mama reconstruída não terá a mesma sensibilidade que o órgão original, por exemplo, e as cicatrizes serão sempre visíveis e presentes, seja por conta da mastectomia ou pela reconstrução. O local do corpo que for doador de pele para a reconstrução – costas, abdômen ou glúteo, por exemplo – também poderá ficar com cicatrizes.

Segundo o Dr. Alexandre Mendonça Munhoz, cirurgião plástico responsável pelo Centro de Referência em Cirurgia Mamária do Hospital Moriah, os implantes utilizados na reconstrução são os mesmos da cirurgia estética, porém com formatos específicos e, às vezes, com sistemas de volumes específicos.

O médico afirma que o objetivo da reconstrução não é apenas o aumento de volume, mas sim a restauração e a reconstituição de todo o volume mamário que foi retirado durante o tratamento contra o câncer. A qualidade do material, o tipo de gel de silicone e a superfície de revestimento do implante são exatamente iguais ao das mulheres que são submetidas à cirurgia estética para o aumento mamário.

A reconstrução mamária pode ser imediata – imediatamente após a retirada da mama, no mesmo procedimento cirúrgico, ou tardia – após a recuperação cirúrgica da mastectomia. Os resultados da reconstrução após a mastectomia auxiliam a minimizar o impacto físico e emocional de todo o processo da doença.

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