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Construção civil demitiu mais de 3 mil por causa da enchente

Empresas alegam que não existe material disponível no mercado

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, desde o mês passado, quando teve início a crise do desabastecimento no estado, já foram demitidos cerca de três mil trabalhadores do setor. Pelo menos um terço deles estava contratado desde o  primeiro semestre do ano passado.

As empresas alegam que não existe material de construção disponível no mercado, e o que tem está com preços muito acima do normal. A saca de cimento, por exemplo, praticamente dobrou de preço. O produto que custava, em média R$ 28,00, não é encontrado por menos de R$ 50,00.

“ Não tem material, as empresas estão paradas, rescindindo os contratos, e isso é uma situação preocupante para nós. Estamos esperando as águas baixarem para ver se a situação volta à normalidade”, lamenta o presidente do sindicato, José Adelmar.

Daqui a dois meses começa o chamado verão amazônico, que deve durar até o final do ano. Normalmente, esse é o período no qual o setor da construção civil dobra o número de contratações. Mas diante da crise de desabastecimento que o estado enfrenta, as consequências para esse setor da economia nos próximos meses são imprevisíveis.

Mesmo depois que as águas do rio Madeira baixarem, liberando a BR-364, a rodovia terá que ser reconstruída, dizem os especialistas. Até a obra ficar pronta o tráfego na região ficará restrito. Para tentar minimizar os prejuízos dos trabalhadores o sindicato está negociando acordos com as empresas.

“Já fizemos um acordo com o sindicato das empresas da construção civil  para que recontrate todo o esse pessoal o mais rápido possível, estamos na expectativa”, declara  José Adelmar.

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