020719-cotidiano-ponte

Construção das cabeceiras da ponte do Madeira vai atrasar

Problemas no projeto prejudicam obras nos acessos à ponte

A ponte sobre o rio Madeira é um dos grandes sonhos de acesso e trafegabilidade de quem precisa realizar a travessia. No local, são as balsas que garantem o transporte de veículos e pessoas de uma margem à outra. A obra de construção da ponte, que teve início em 2014 e já teve um investimento de quase 150 milhões de reais, estava prevista para ser concluída ainda este semestre, mas imprevistos acontecem.

“A parte estrutural já foi interligada toda ponte, parte de baixo ligamento, agora falta a parte final do fechamento da concretagem da laje. Essa é talvez uma das etapas mais críticas da obra porque esse elo final de fechamento é muito delicado, essas concretagens tem que ser feitas com muito controle, rigidez para que no futuro não apresente nenhum problema então a empresa está fazendo com muita cautela, até extrapolou o prazo que a gente previa que nesse inicio já estivesse pronto”, disse o Secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano.

A previsão, agora, é de que nas próximas duas semanas, toda a parte estrutural da ponte esteja, efetivamente, concluída. Apenas o projeto de uma das cabeceiras precisou ser refeito, porque o local apresentou problemas depois do último alagamento.

A grande cheia de 2014 deixou claro que o local onde seria construída uma das cabeceiras precisava ser adequado para suportar a estrutura da obra. O solo, da forma como está, não aguentaria o peso da cabeceira.

“Sempre houve aquele grande debate em relação ao nível que ia ficar o acesso por conta da alagação que teve em 2014 no Rio Madeira e estavam nessa dúvida se mantinham a cota original do projeto ou se elevavam, mas com a própria elevação que houve da rodovia não tinha mais porque ficar essa discussão então decidimos aprovar a elevação da cota do acesso, foi aprovado o aditivo, sorte que foi dentro do contrato, não precisou uma nova licitação e agora o único debate que está é se essa, por ser um aterro muito alto, se vão manter em aterro ou se vão fazer uma parte inicial, a sobre solo mole, se vão estender um pouco mais a ponte e fazer o aterro só aonde não tem solo mole”, conclui o secretário.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*