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Continua a falta de material para confecção de RG

Material importado é justificativa para atraso

Soraida Monteiro, 37, e Vanessa Oliveira, 27, foram à OCA no mesmo dia para fazer solicitação de Registro Geral (RG). Era 24 de fevereiro. Soraida foi tirar a identidade da neta e Vanessa, o documento dos três filhos e a segunda via do RG dela.

Quase 60 dias depois e elas não receberam os documentos. Todas as solicitações foram sem custo, menos a segunda via do RG, que custou R$ 57.

“Preciso resolver um problema no banco, troca de cartões, mas não consigo porque não tenho o documento. Por isso, agilizei e paguei a taxa que cobram porque precisava do documento, mas o documento não sai. Vou viajar em maio, preciso resolver algumas coisas antes da viagem e não consigo por causa disso”, indigna-se Vanessa.

Na OCA, as mulheres foram informadas de que poderiam retornar no dia 29 de março pra receber os documentos. No dia agendado, retornaram e foram surpreendidas com a resposta da atendente.

“Voltei lá e me disseram que não estava pronto porque não tinha papel. Não tinham material pra terminar o RG. Depois disso, voltei lá cinco vezes e é a mesma conversa”, explica Vanessa.

Cerca de 10 mil RGs estão acumulados no Instituto de Identificação. Segundo a direção, houve um desabastecimento de película de segurança, produto obrigatório para a confecção do documento. Mas, a entrega de RGs deve ser normalizada a partir da semana que vem.

Diferente do que está sendo informado na OCA, não há falta de papel como nos mostra o diretor do Instituto de identificação Sandro Barcelar. No armário, milhares de documentos aguardam a chegada da película.

“É mais um campo de segurança que encontramos no RG. Essa película tem uma cola bastante forte, o cidadão não tem como arrancar da identidade. Ela protege para que ninguém edite os dados para fazer uso indevido do RG”, explica.

Segundo o responsável pela emissão de documentos, a procura aumentou desde o final do ano e o fornecedor de películas demorou a entregar a última remessa.

“Por ser o fornecedor de um material importado. Então atrasou na entrega mas está sendo solucionado”, afirmou Barcelar.

Enquanto aguardam mais um pouco, as moradoras do Bairro Vitória lamentam pela demora e a falta de comunicação entre poder público e cidadão.

“Meu filho precisa tirar a segunda via do documento que ele perdeu, mas como é que tira desse jeito, sem ter expectativa de quando vai receber? Aí fica complicado”, opina Soraia Monteiro.

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