300817-cotidiano-rioacre-tvgazeta

Corpo de Bombeiros contabiliza mortes por afogamento

Em 2017, há foram 26 casos no Acre

De janeiro até agora, 26 pessoas morreram vítima de afogamento no Acre. O que assusta são os números do interior, que estão superando os registros da Capital. Para enfrentar o problema, o Corpo de Bombeiros está promovendo campanha de conscientização, nos municípios cortados por rios.

No último domingo, mais um jovem morreu vítima de afogamento. Thalisson Maciel, 17, saltou de um barranco e mergulhou em um local raso do Rio Acre.

Ainda este mês, outro adolescente morreu nas águas do Rio Acre, depois de cair em um porão. Ele nadava em um local raso, mas acabou se afogando em um ponto mais profundo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, já foram registrados até esta semana 27 casos de afogamento no Acre, sendo 9 na Capital e 18 no interior do Estado. Em 2016, foi o inverso, considerando que os dados são dos 12 meses. Foram 18 afogamentos na Capital e 21 registrados no interior, totalizando 39.

“Nós temos dois casos bem clássicos, os acidentes de mergulho, que normalmente acometem homens, jovens do sexo masculino, que mergulham em águas rasas, fizeram uso de bebida alcoólica e daí acabam falecendo nessas ocorrências. O outro perfil são de crianças e idosos que são vítimas de naufrágio de embarcações que são acometidas de acidente, e acabam vindo a óbito por afogamento nessas condições”, explica o comandante operacional dos bombeiros no interior, tenente coronel Cleyton Almeida.

Os casos de afogamento no interior preocupam. 70% das vítimas morreram em naufrágios de embarcações. Para frear essas ocorrências os Bombeiros estão promovendo campanha de conscientização, alertando principalmente quanto a importância do uso de coletes salva vidas e orientando condutores de embarcações para que não façam transporte de pessoas a noite.
“As pessoas que estejam em embarcações, façam uso de coletes por que é a única forma que você tem de ter o resguardo no caso de acidente, naufrágio”, destaca o comandante.

Quando não se trata de rio, outra estratégia de prevenção do Corpo de Bombeiros é a formação de guarda vidas, hoje também chamados de guardiões de piscina. “A gente recomenda aos donos de balneários, todas as vezes que forem promover eventos que requisitem o serviço, ou do nosso pessoal ou através da terceirização desse pessoal, devidamente habilitado pelo Corpo de Bombeiros”, enfatizou.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*