020318-cotidiano-aumento-correios

Correios faz reajuste no preço dos fretes no dia 6

Clientes questionam qualidade do serviço prestado

Correios preparam reajuste no preço dos fretes. Em meio a especulações sobre qual será o real aumento, clientes reclamam e questionam a qualidade do serviço prestado.

A partir da próxima terça-feira (6) os Correios reajustam o frete sobre as encomendas. Rapidamente o mercado eletrônico se mobilizou contra o possível aumento de até 51%, com média de 29% de reajuste, dependendo do serviço.

Tendo em vista a crise econômica e a redução de consumo, um aumento tão acentuado poderia desacelerar ainda mais as compras on-line.

Para os acrianos que costumam comprar pela internet, a notícia também não agradou nenhum pouco. “Todo reajuste, com certeza não é bom”, opina o representante comercial Mário Marinho.

“Não é bom não, por que a gente busca na internet por conta do preço que é mais barato. Aí se aumentar o frete, aí não vai mais valer a pena. Eu sempre peço coisas do site Aliexpress e o frete é gratuito, mas como é o caso agora, que foi taxado, já tem que pagar o frete, daí não vai valer a pena”, disse o servidor público Carlos Jorge Araújo.

A liderança dos Correios, na entrega de encomendas do comércio eletrônico para muitos clientes, não se deve à qualidade no serviço prestado, e sim, consequência da falta de opção do brasileiro.

“Eu acho que pelo péssimo atendimento que os Correios dão no Brasil, por que tanto compro pela internet como vendo, então a gente manda para os clientes, além de ser muito caro, demora demais. Vejo que quando a gente compra pela internet demora muito pra chegar na nossa região, então acho que deveriam baixar e não aumentar, essa é minha opinião”, disse o empresário Raimundo Nonato Danielson.

Em nota a Empresa brasileira de Correios informou que ao contrário do que tem sido divulgado por um grande site nacional de compras, o reajuste que virá não será de até 51% no valor do frete para quem compra pela internet. A estatal garantiu que o aumento será em média de 8%.

A empresa também ressalta na nota, que a medida trata-se de uma revisão anual e que a definição dos preços é sempre baseada no aumento dos custos relacionados à prestação dos serviços, que considera gastos com transporte, pagamento de pessoal, aluguéis de imóveis, combustível, contratação de recursos para segurança, entre outros.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*