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Criança de 12 anos espera por uma cirurgia no Hospital das Clínicas

Garota não tem mais condições de ter uma vida normal

Gabriely Cristiny da Silva, 12 anos, era uma pessoa normal como toda criança da sua idade, praticava balé, estudava. Ela tinha crise asmática e um dia em 2017 a sua mãe resolveu levar ela a UPA da Sobral para ela receber a medicação para combater essa asma só que nesse dia ela foi medicada com a medicação intravenosa, injetada direto na veia, e acabou passando mal, desmaiou, chegou a desfalecer, foi preciso ser reavivada e depois disso Gabriela Cristina nunca mais foi a mesma, ela ficou acamada e perdeu os movimentos.

A garota não tem mais condições de ter uma vida normal, ela está praticamente vegetando em cima da cama.

Afiliana da Silva, mãe da criança, falou sobre esse drama que tem sido e como transformou a vida da família. “Tem sido muito difícil esses quase dois anos que a Gaby está assim, a situação financeira não está boa, vendemos tudo o que nós tínhamos. O dinheiro não tem sido suficiente porque além da Gaby eu tenho mais três filhas, são muitas despesas, as contas chegando. Todo o espaço foi adequado para a Gaby, às paredes já foram reformadas umas cinco vezes, nós estamos sobrevindo de doações, se não, não teria condições”, disse a mãe.

Afiliana diz que desde 2017 aguarda uma consulta na Fundação Hospitalar com o pneumologista, a consulta foi agendada pelo posto de saúde, mas não foi marcada e também um exame de ressonância magnética com um neurologista. “Nós queríamos resolver essa situação porque além de toda a dificuldade ainda tem essa demora nos exames, a Gabriely está com uma cirurgia marcada de emergência porque eu vejo a hora minha filha falecer em cima dessa maca. Ela vai fazer essa cirurgia chegar na fundação, nós agendamos no Barral y Barral e essa cirurgia precisa ser feita porque a Gabriely fica broncoaspirando, ela fica roxa, apaga, porque tudo que entra pela boca, desce para o pulmão e isso aconteceu porque quando eles entubaram ela, eles fizeram um entubação não foi bem sucedida lá na Upa da Sobral em 2017”, explicou a mãe.

“Nós estamos na fila de espera, uma criança que vive em um estado muito delicado, a situação dela é gravíssimo e ainda vem a piorar pela necessidade dela fazer essa cirurgia que já deveria ter sido feito por conta do erro que eles cometeram”, concluiu Afiliana da Silva.

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