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Culinária como expressão cultural: qualificando consumidor

Eloy Alcântara: culinária simples, mas refinada

De 20 a 24 de fevereiro, a rede de Supermercados Araújo realizou um curso de culinária gratuito com o renomado chef de cozinha Eloy Alcântara, que reside em Porto Velho-RO.

Segundo o empresário Adem Araújo, a ideia surgiu da necessidade de divulgar os produtos que ainda são desconhecidos de grande parte dos consumidores locais, tendo em vista que em uma capital com mais de 350 mil habitantes, apenas uma minoria tem conhecimento da culinária gourmet, estilo de culinária mais elaborada e de qualidade que utiliza ingredientes específicos e diferenciados nas receitas e na apresentação dos pratos.

Para ministrar a oficina, a empresa convidou um chef de peso, que tem em seu currículo cursos de especialização em Sobremesas Europeias, Gelados, Esculturas de Açúcar e Chocolate, pelo INFITUR (Instituto Internacional de Formação Turística de Lisboa-Portugal); e em Técnicas de Confeitaria Suíça, Esculturas de Açúcar, Chocolates, Pralinês e Marzipã Suíço pelo SENAI em parceria com o Instituto Werner Rüsghissor, da Suíça; além de ser Campeão Nacional da Olímpiada do Conhecimento em Confeitaria e Panificação do SENAI e professor das Faculdades Integradas Aparício Carvalho (FIMCA). Gazeta Estilo visitou uma de suas aulas e conversou com o profissional.

GE: Como surgiu a ideia dessa parceria entre uma grande empresa do ramo alimentício e um chef renomado?

Eloy Alcântara: A ideia, ousada e pioneira, foi do empresário Adem Araújo, que realizou esse trabalho (novo na região Norte) de proporcionar conhecimento de forma leve, divertida e gratuita. Através das receitas que ensinamos nos cursos podemos dar visibilidade a ingredientes diferenciados, para que os consumidores tenham a oportunidade de conhecê-los e consumi-los.

Como foi o resultado desse primeiro curso? Atendeu as suas expectativas?

Pela interação, alegria e gratidão dos alunos, sentimos que superou as expectativas do projeto inicial. As vagas foram preenchidas no mesmo dia em que foram abertas e ainda houve uma necessidade de triplicarmos as vagas para atendermos a demanda de pedidos de inscrição. A aceitação foi tão boa que já foi preparado um calendário de cursos, com três oficinas de culinária internacional, culinária oriental e de carnes para 2017.

A cozinha acreana tem forte influência da culinária indígena, nordestina e árabe, considerando a formação histórica do estado. O que você já conhece da culinária acreana? Qual prato que mais gosta?

Somos vizinhos e eu já tive a oportunidade de vir outras vezes aqui. Eu conheço e já uso alguns ingredientes nas minhas receitas. Gosto demais da baixaria e dessa combinação dos ingredientes. Como baixaria quase todos os dias no café da manhã, quando estou aqui. Gosto da farinha e dos pratos com tucupi também.

Quais os produtos locais que achou mais interessante e que você pensa em utilizar nas suas receitas?

O tucupi, o peixe e o jambu, sem dúvida alguma.

Você sugeriu dicas de receitas leves durante o curso considerando o clima quente da região amazônica?

Durante o curso dei dicas de pratos mais leves e frescos, como uma salada de origem espanhola chamada Esqueixada, que leva bacalhau, cebola, pimentão, feijão e folhagens. Ela deve ser servida bem gelada e é ideal para o nosso clima aqui na Amazônia.

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