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Desabastecimento é momentaneamente afastado

Aumento do frete já não é justificado

Está praticamente afastado o risco de desabastecimento do Acre em função da seca no Rio Madeira. Mas, a situação ainda exige atenção. Os motoristas de caminhão que fazem frete não esperam mais 24 horas para realizar a travessia.

Mas, trazer mercadoria para o Acre tem sido cada vez mais caro. A notícia da demora na balsa se espalhou por todo o país e os caminhoneiros ficaram com medo de fazerem o transporte. O frete para o estado aumentou 20%.

“O frete teve aumento, mas isso foi uma situação pontual que não se justifica eternamente”, diz a presidente do Sindicato das Transportadoras do Acre, Nazaré Cunha.

Para ajudar, há menos de uma semana, a estrutura para amarrar os barcos foi ampliada e esta draga foi colocada para deixar o nível do Rio Madeira mais profundo.

Mesmo com essas medidas, é possível encontrar bancos de areia como este ao longo
do rio, o que dificulta a navegação, já que as balsas podem ficar encalhadas.

Durante esse período, três balsas realizam a travessia sobre o Rio Madeira. A maior delas tem capacidade para transportar até 16 carretas. Mas, por medidas de segurança, todas estão operando com no máximo 90% da sua capacidade. O tempo de navegação de um lado ao outro do rio, com esse nível mais baixo, dura entre 30 e 40 minutos. O tempo normal é de 20 minutos.

A ponte sobre o Rio Madeira, em Rondônia, que vai ligar o Acre ao restante do país e que já deveria está praticamente pronta, segue como uma solução indefinida para o caso. A construção caminha em passos lentos. A obra, que começou em 2014, tinha previsão de entrega para este ano. Mas, por problemas nos projetos iniciais, a conclusão foi adiada para o fim de 2018.

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