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Detran discute prática dos motogrupos na Capital

Gestores querem cumprimento do Código de Trânsito

Os gestores e diretores do Detran, PRF e RBTrans se reuniram com os organizadores dos Motogrupos. O encontro serviu para debater a prática da diversão dos motociclistas sem desrespeitar o Código Brasileiro de Trânsito.

Os Motogrupos possuem dinâmica simples: combina-se o dia do passeio (geralmente por meio de redes sociais) e define-se o itinerário. O problema para os gestores dos órgãos de segurança é o número de participantes.

Os “rolês” (passeios em vias públicas) costumam reunir dezenas de motociclistas. Em alguns casos, mais de uma centena. E isso pode comprometer a segurança no trânsito em dias normais.

O artigo 174 do Código de Trânsito Brasileiro prevê que eventos em vias públicas sem autorização e a presença de fiscais de trânsito são proibidos. E os agentes têm autuado. Os motociclistas têm reclamado das constantes multas que levam ao realizarem os “rolês”.

Os integrantes dos Motogrupos alegam que os “rolês” têm finalidade apenas recreativa e, por isso, sem atentar contra o código. “Nós estamos aqui justamente para procurar uma parceria com os órgãos de competência. Porque o nosso ‘rolê’ tem uma função social”, argumenta uma das diretoras dos motogrupos, Olaine Vieira.

Os motociclistas informaram aos diretores do Detran que os Motogrupos já fazem ações sociais. Exemplificaram o argumento lembrando o gesto de doação coletiva de sangue já antevendo a escassez no período carnavalesco.

“O mais democrático é reunirmos todos e conversarmos. Precisamos criar os normatização que permita o passeio, mas de forma que ocorra dentro das normas de trânsito”, disse o diretor do Detran Acre, Pedro Longo.

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