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Dirigente da Apae qualifica delegado: “mente insana”

“Uma pessoa que deveria proteger…”

Presidente da APAE (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) de Rio Branco, Cecília Lima, chama de “mente insana” o delegado que comparou pessoas com Síndrome de Down com extraterrestres.

Ele pediu que a Secretaria de Estado de Segurança apure o caso e mande para tratamento o delegado Marcos Peviani. Ele aparece em um vídeo que viralizou na internet onde conta que a Síndrome de Down veio do cruzamento de ET’s com macacas.
O delegado, diante de colegas de trabalho e dentro de uma delegacia conta com detalhes sua tese.

A presidente da APAE ficou revoltada e emocionada ao assistir ao vídeo e decidiu mostrar o progresso dos alunos da associação que são portadores de Down.

Fomos apresentados ao Renato Anute, de 25 anos de idade. Com o acompanhamento, ele conseguiu desenvolver habilidades que mudaram sua vida: mexe em computadores, dança, faz teatro e artesanato e ainda tem a alegria contagiante ao contar suas conquistas pessoais.

“Olhando para o Renato e outros 32 alunos da APAE com Síndrome de Down é que se imagina o absurdo desse vídeo que viralizou na internet. Esse delegado é que deveria buscar tratamento”, reclamou.

Cecília revelou outro fato mais triste ainda: “Assim como o delegado existem outras pessoas que olham para quem tem down como se fosse algo de outro mundo. Para eles, são criaturas que nem deveriam viver. A diferença é que o delegado publicou e outras pensam e agem assim no silêncio”, revelou.

O Secretário de Segurança Emylson Farias, confirmou que foi aberto um procedimento administrativo para apuar o caso, e, dependendo da investigação, a punição não será apenas para o delegado Peviani, mas para quem filmou e postou na internet.

“Isso que aconteceu é uma vergonha para a Polícia Civil. Precisamos punir essas atitudes. Não vamos admitir que um servidor público se expresse dessa maneira”, relatou.

Uma resposta do Estado é o que mais quer a dona de casa Francisca Feitosa. Ela é a mãe da Ednéia, uma das alunas da Apae. Ela se dedica a cuidar da filha e acompanha seu crescimento dia a dia.

“Não posso aceitar que depois de tanta luta para inserir minha filha na sociedade possa vir alguém que deveria protegê-la, colocá-la no lado escuro da vida”, reclamou.

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