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Dnit não vai elevar BR-364

Falta de obra estruturante preocupa empresários

A reunião ocorrida na sexta-feira na sede do Dnit em Rio Branco serviu para deixar uma coisa clara: o Governo Federal não vai “elevar o nível” da BR-364 nos 30 quilômetros em que o Rio Madeira transpôs a estrada. E o risco de novo isolamento com a chegada do inverno no período novembro/dezembro volta a assustar a iniciativa privada.

O presidente da Associação Comercial do Acre, Jurilande Aragão, era um dos que mais demonstrava preocupação na reunião. Com calma, observava-se até uma certa irritação no representante da Acisa.

“Eu não posso ficar indiferente diante dessa situação”, frisava. “Passaram-se praticamente seis meses e nada foi feito para resolver o problema e isso traz muita insegurança para nós empresários porque o risco de um novo isolamento, pela lógica, é real”.

O superintendente do Dnit para Acre e Rondônia, Fabiano Martins Cunha, sentiu o clima tenso e provocou a reunião. “O Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes, vai fazer todo o esforço possível para que o problema do isolamento não se repita”, prometeu.

Os empresários se esforçam no tom da diplomacia, mas, não conseguem esconder até alguma indignação pelo fato de as obras não terem começado após seis meses do isolamento que quase causou uma crise de abastecimento nas regiões urbanas de todo Estado, com destaque para o Vale do Acre, a região mais populosa.

Receosos, os empresários já decidiram agir. Aproveitam a realização da Feira Expo-alimentaria 2014, que acontece de 27 a 29 de agosto, em Lima, para realizar compras de produtos básicos: hortifrutigranjeiros, trigo, leite, leite em pó e outros itens como forma de se precaverem para uma possível repetição do problema.

“Não adiante deixar o asfalto plenamente recuperado”, indigna-se um empresário. “Se chover o mesmo tanto que o ano passado ou até menos, a água virá e vai arrebentar com o asfalto novinho. Tem que elevar essa estrada. Dois metros, no mínimo”.

Os empresários sabem que a elevação não ocorrerá. Mesmo se a presidente Dilma determinasse, teria que haver a instalação de uma mega-estrutura para realizar a obra em tempo hábil. Algo que fatalmente não ocorrerá.

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